Rua Gonçalves Dias, na região central do Rio de Janeiro - Foto Cleomir Tavares/Diário do Rio

Segundo informação do jornalista Edmílson ávila, o Governo do RJ, com receio do aumento de casos da variante delta no estado, enviou dois ofícios ao Ministério da Saúde solicitando mais vacinas contra a Covid, mas a pasta federal não retornou os contatos.

Os pedidos, segundo o executivo estadual, foram enviados pelo secretário de Saúde, Alexandre Chieppe, ao ministro Marcelo Queiroga nos dias 27 de julho e na última quarta-feira (4).

No dia 23 de julho, o secretário de Saúde da capital, Daniel Soranz, mandou um ofício a Chieppe pedindo que fosse “verificada a possibilidade de disponibilização de um aporte maior de vacinas contra a Covid para que fosse possível acelerar a vacinação”.

Quatro dias depois, Chieppe mandou o primeiro ofício a Queiroga. O secretário citou que já tinham sido detectadas mais de 2.700 amostras com diferentes variantes por sequenciamento genômico, “dentre as quais 81 foram da delta, caracterizando transmissão comunitária no estado”.

Solicitamos vossa apreciação quanto à possibilidade de dar um aporte de doses adicionais de vacinas contra a Covid para o Estado do Rio de Janeiro, cuja perspectiva é garantir maior cobertura vacinal da população, visando a reduzir os riscos de disseminação acelerada da variante delta para outros municípios fluminenses, bem como para outros estados”, pediu.

Não houve resposta.

Na última quarta (, mais um ofício.

“A variante delta tem apresentado comportamento mais explosivo, se espalhando na população com maior velocidade, mesmo nos vacinados”, destacou Chieppe.

“[A delta] já é a segunda variante predominante no estado e foi identificada pela última rodada de análises genômica em mais de 30 municípios nas nove regiões de saúde”, emendou.

Chieppe apresentou dados do Censo e da cobertura vacinal até agora para pedir “um incremento de 15% de doses nas novas remessas”.

O estado também reforçou o pedido por e-mail, avisando que tinha enviado o ofício. Também não houve qualquer manifestação de Brasília.

Ao portal G1, o Ministério da Saúde afirmou “que não recebeu os ofícios citados”.

Comente

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui