Começou com tumulto e bate-boca a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) referente aos “Guardiões do Crivella”, na tarde desta terça-feira, 22/09, na Câmara Municipal do Rio. O vereador governista Jorge Manaia (SD) pediu que a instauração fosse adiada, sob argumento de que a reunião não deveria ser na sala das comissões do palácio Pedro Ernesto, onde sempre acontecem as CPIs, por haver limitação do número de presentes. A vereadora Teresa Bergher (PSDB), que presidia os trabalhos por ser a mais velha, rejeitou a questão de ordem do colega. O clima esquentou, com uma rebelião dos três governistas – Manai, o bispo inaldo Silva e o pastor João Mendes de Jesus, um dos investigados por participar do grupo de WhatsApp que gerou a denúncia.

“É mais uma manobra de quem tem medo de ser investigado. O que esperar da base deste prefeito, tão habituado a desrespeitar regras e o parlamento. Comigo, não vão ganhar no tapetão”, esbravejou Teresa, acompanhada do oposicionista Átila Nunes (DEM):

“Isso é uma vergonha. Por que não se manifestaram antes?”, questionou Átila.

Em seguida, a vereadora abriu a votação para presidente e relator da comissão. Ela recebeu dois votos para presidir e Átila dois para a relatoria. Como os demais membros não votaram, a reunião foi encerrada.

Teresa Bergher fala enquanto os governistas vão embora da sala

Agora o presidente da casa, Jorge Felippe, irá convocar uma nova data.

Os “Guardiões do Crivella” são os membros de um grupo que se organizava pelo WhatsApp para ir até a porta de hospitais e atrapalhar o trabalho da imprensa que eventualmente estivesse fazendo a cobertura no local. Alguns deles têm cargos públicos. A denúncia foi feita, inicialmente, pela TV Globo.

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