Imagem apenas ilustrativa | Foto: Divulgação

Um caso ocorrido na manhã desta terça-feira (17/08) chamou atenção sobre a importância dos cuidados em transportes escolares. Isto porque uma criança de 6 anos saiu para ir à escola pela manhã e foi esquecida dentro de uma van. O menino, que estava a caminho do colégio Lycée Molière, dormiu durante o trajeto e ficou dentro do veículo.

A criança saiu de casa, em Copacabana, na Zona Sul, por volta de 7 horas e pegou no sono dentro do coletivo. Os demais alunos desembarcaram na escola, em Laranjeiras, e o menino, que dormia na parte de trás do veículo, não foi visto pelo motorista ou pela monitora do transporte.

A van seguiu para São Conrado, onde o motorista estacionou o veículo e foi tomar café da manhã. Quando acordou, o menino viu a van vazia e conseguiu abrir a porta. Ele foi encontrado por uma mulher, que o levou a um ponto de táxi, onde um motorista conversou com a criança e pegou o telefone da escola onde ela estudava na internet. Após o contato, por volta das 10 horas, a família recebeu uma ligação do colégio comunicando o ocorrido e passando o contato do taxista.

Nós ligamos para o taxista e decidimos que, dada a circunstância, era mais fácil ele trazer nosso filho em casa que nós irmos até lá, onde ele poderia já estar com outra pessoa… o taxista foi muito bacana, deu as informações, fez vídeo chamada, passou a localização. Passou tranquilidade para a gente“, contou o pai da criança.

A van estava estacionada na rua, não em um pátio de uma empresa, por exemplo, onde ele seria resgatado por um funcionário. A ideia não é fazer nenhuma denúncia, mas alertar para um assunto que precisa de uma atenção maior”, finalizou.

O DIÁRIO DO RIO entrou em contato com a R&A Transportes, companhia responsável pela van que levava o menino, que informou que houve um erro do motorista e da monitora que estavam no veículo e que ambos foram desligados da empresa. Ressaltaram ainda que atuam no ramo há cerca de 25 anos e que é a primeira vez que ocorre algo do tipo.

Conversamos com o responsável e com a escola e chegamos a um acordo. O estudante, inclusive, continuará sendo transportado pela nossa equipe. Foi um erro humano que nunca havia acontecido e que não queremos que se repita“, disse a empresa. No entanto, o pai da criança afirmou que foi feita uma proposta, mas que ela foi negada e que o próprio menino não quer voltar para o transporte.

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