Cerca de 20 crianças e adolescentes fizeram uma ocupação simbólica na Câmara Municipal do Rio, nesta sexta-feira (15/10), durante a realização da solenidade “Infâncias Cariocas nas Políticas Públicas“. O ‘Plenarinho’ foi conduzido pela vereadora Thais Ferreira (PSOL), que é presidente da Comissão dos Direitos da Criança e do Adolescente da Casa. Além de projetos fictícios discutidos e votados durante a atividade, uma das propostas feitas, a criação do Dia da Menina, será apresentada pela vereadora como um projeto de lei que tramitará na Câmara.

Os participantes foram convidados a ocupar as cadeiras dos vereadores, no Plenário, onde puderam elaborar projetos de lei, discutir as propostas e votá-las, simulando uma sessão legislativa. Os temas dos projetos foram sugeridos pelas próprias crianças: férias escolares, situação de praças e parques da cidade, alimentação e direitos das crianças e dos adolescentes. 

Visitando pela primeira vez a Câmara, o adolescente Victor Hugo de Alcântara acredita que a iniciativa aproxima a juventude da política. “Eu achei muito bom participar, porque abre espaço para os próprios adolescentes quererem se abrir para a política e, de repente, serem vereadores para fazer a mudança no Rio de Janeiro, até no Brasil”, acrescenta.

A vereadora Thais Ferreira destaca a necessidade de ouvir as demandas das crianças e adolescentes, pois algumas das propostas que foram apresentadas podem se transformar em políticas de aceleração de redução das desigualdades. “Trazer crianças para participação, desde pequenininhas, até adolescentes, é muito importante até mesmo para que os nossos projetos voltados para essa faixa etária façam sentido para elas também. Esperamos que esta seja a primeira de muitas atividades com crianças aqui na Câmara”, afirmou a parlamentar.

Dia da Menina

Um dos projetos votados pelas crianças será levado de fato à pauta de votação dos parlamentares: a inclusão do Dia da Menina no Calendário Oficial da Cidade. O intuito da data é conscientizar e combater as desigualdades vividas pelas meninas cariocas. 

“Eu fui uma dessas meninas que conseguiu driblar as desigualdades, mas, infelizmente, muitas não conseguem chegar a lugar nenhum porque são atravessadas pela violência, por negligências. É por isso que lutamos para que todas as meninas sejam o que elas quiserem, inclusive na política”, acrescenta Thais Ferreira.

Este foi um dos pontos levantados pela estudante Ana Beatriz Pereira, que pediu mais ações do poder público para inibir o assédio sexual a crianças e adolescentes. “Eu queria falar sobre a garantia de segurança de meninos e meninas em relação ao assédio sexual nas ruas, que ainda é muito ocorrente”, relata.

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