Após algumas semanas com água turva e mau cheirosa, a rotina de boa parte da população do Rio de Janeiro mudou. Muitos casos de diarreia foram detectados na cidade, os estoques de água mineral do mercado estão acabando, isso sem contar a possibilidade de o estado do Rio viver um colapso hídrico.

Nos últimos dias, os moradores da cidade do Rio de Janeiro, de maneira geral, tiveram uma ”surpresa” nada agradável. O problema no sistema de distribuição de água da Cedae vem causando diarreia em boa parte da população.

Por conta disso, de acordo com matéria do Jornal O Globo, nas unidades do Prezunic, por exemplo, a procura por água tem sido tão alta que os centros de distribuição fizeram grandes movimentações: a venda quintuplicou em apenas três dias. Em outro supermercado, no Centro do Rio, uma das prateleiras de água mineral estava vazia nesta quinta-feira.

Como se não bastasse, estado do Rio de Janeiro, por conta da crescente degradação ambiental das baías de Guanabara, Sepetiba e da Ilha Grande, além da pilha de lixo químico à beira do Rio Paraíba do Sul (principal fonte de abastecimento de água do estado), pode sofrer uma grande crise de abastecimento de água.

De acordo com a Cedae, a água está com gosto e cheiro ruins por causa de uma substância orgânica liberada por algas. A companhia informou que isso não faz mal à saúde e, por isso, a água pode ser consumida.

O Movimento Baía Viva contesta informação da Cedae em relação à uma suposta causa natural da proliferação de algas cianobactéria do tipo ANABAENA em geral encontrada em ambientes eutrofizados como reservatórios de água, tendo em vista que a substância GEOSMINA foi identificadas por análises feitas desde janeiro, sendo esta considerada pela Cedae não nociva à saúde – apesar da empresa ter revelado que sequer monitorar este parâmetro.

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