Foto: Divulgação/Warner Bros. Pictures

Um ator persistente que iniciou a carreira em 1955: Clint Eastwood continua na ativa atraindo público aos cinemas para contemplar sua atuação, e agora direção. O ator, que conta com um bom número de participações em filmes de faroeste, estreia o filme “Cry Macho: O Caminho para Redenção”, nesta quinta-feira (16) nos cinemas brasileiros.

A narrativa do filme gira em torno da vida de Mike, um renomado caubói já no fim da carreira. Quando é abordado pelo dono do rodeio para buscar o filho no México, Mike se encontra no dever de retribuir “gentilezas” feitas pelo antigo chefe. A partir deste momento, o personagem inicia uma jornada de carro entre o Texas e a Cidade do Novo México para resgatar o adolescente Rafa.

Para começar, não poderia ser mais justa ao elogiar a incessante e impecável atuação de Clint Eastwood que, aos 91 anos, não está cansado e não pretende se aposentar. O ator esbanja carisma do seu próprio modo e surpreende fãs com vitalidade e diálogos marcantes. A direção do filme também é marcada por seus trejeitos e toques especiais de quem já conhece o cinema de faroeste há muito tempo.

Apesar de termos um Eastwood totalmente elogiável, podemos encontrar algumas falhas no roteiro, histórias que não foram contadas, e até mesmo desconexão entre duas cenas que deveriam conversar entre si. Não é algo determinante para a qualidade do longa, mas que incomoda no processo de construção e finalização dos personagens.

Por outro lado, temos Rafa, Eduardo Minett, que ainda tem uma apresentação tímida no universo cinematográfico. O ator, apesar de ter uma atuação ainda sendo moldada demonstra muito potencial para crescer tanto no âmbito dos filmes mexicanos e latinos quanto na cena norte-americana.

Apesar das falhas, assistir o filme é inspirador. É impossível olhar para Clint Eastwood sem aplaudir a determinação, talento e entrega em tantos auges que sua carreira já teve. A partir desta quinta (16), assista “Cry Macho: O Caminho para Redenção” nos cinemas.

Jornalista, produtora e apresentadora do podcast cineaspectos. Como amante do cinema, ficou imersa em roteiros fantásticos, conheceu a beleza dos filmes de máfia e os incompreendidos dramas europeus. Sara adora desbravar a singularidade do cinema brasileiro, e acompanha de perto os principais festivais e mostras ao redor do mundo.

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