Por Sara Rodrigues

Imagine uma noite na qual tudo é permitido: roubo, assassinato, estupro e o que mais você puder imaginar. São 12 horas com a liberdade de fazer o que quiser e não poder ser preso, julgado ou condenado. É o que acontece nos Estados Unidos na sequência de filmes “Uma Noite de Crime”.

O quinto filme da saga, “A Fronteira”, chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (2) e promete prender o público com todas as forças nas poltronas. Dirigido por Everardo Gout, o filme se passa no Texas, na fronteira dos Estados Unidos com o México. Como protagonistas, temos duas famílias, uma americana e a outra mexicana.

Enquanto os outros longas trouxeram o contexto do motivo de existir uma noite de crime e histórias da vida das pessoas durante o expurgo, como é chamada a noite, este novo filme traz uma perspectiva diferente: o que há após a noite de crime? Essa narrativa me abriu os olhos sobre os rumos que a sociedade toma quando defende e escolhe caminhos utópicos, ou distópicos, como alguns preferem chamar.

Em grande parte, “Uma Noite de Crime – A Fronteira” se propõe a revelar, mais uma vez, “o ódio dos americanos”. Desde a primeira noite de crime, o objetivo tem sido o controle da pobreza, alguns acreditando que seria eliminar os pobres, em outra oportunidade, o filme trouxe pessoas que desejavam matar negros. Dessa vez, a minoria “indesejada” são os latinos, o que coincide com situações reais de mexicanos que migram para os Estados Unidos em busca de uma melhor condição de vida, mas são rejeitados por parte da população. O filme passa a ideia de que as minorias sempre sofrem mais nas noites de expurgo.

É nessa narrativa que o enredo se constrói, quando alguns funcionários mais pobres da família rica de caubóis decidem se voltar contra eles. O estranho é que isso acontece na manhã após a noite de crime, e isso se repete em outras situações, com outras pessoas. Então para onde teria ido o “bom senso” de que seria apenas uma noite?

Posso dizer que me surpreendi bastante com o filme de terror e ação, que ao meu ver também poderia ser classificado como filme de faroeste. Foram criadas novas lutas, formas de assassinar, de ser morto e também de se defender. Sobre isso, é bom ter muita atenção: o filme garante pulos de susto na cadeira, mas cada um deles valem a pena. Ótimo filme!

O elenco conta com Ana de La Reguera, interpretando Adela, Tenoch Huerta como Juan, e Josh Lucas dá vida a Dylan Tucker.

1 COMENTÁRIO

  1. SÓ UMA MENTE DOENTIA CONSTRUIRIA UM TIPO DE HISTORIA DESSE TIPO. ESSE FILME DEVERIA SER OBJETO DE EXPURGO POR PARTE DOS RESPONSÁVEIS PELAS SALAS DE CINEMA E PELOS STREAMINGS.

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