Foto: Divulgação

Mais um ciclo se encerra no universo de James Bond. Desde 2006, Daniel Craig interpreta o agente secreto 007 que arrasta multidões para grandiosas cenas de luta nos cinemas. Em “007 – Sem Tempo Para Morrer”, o ator se apresenta, mais uma vez, com devoção ao papel e se despede de forma emocionante e espetacular.

O primeiro, segundo e terceiro ato do filme tem a mesma estrutura dos outros, mas com certeza a narrativa é muito mais marcante. Os “plot point” (momento em que acontecem as transições) doem na alma de quem acompanhou os outros lançamentos deste último ciclo de Bond, e é uma dor que vale a pena sentir.

O enredo de “Sem Tempo Para Morrer” traz James Bond desfrutando de sua aposentadoria na Jamaica, quando seu amigo de longa data Felix Leiter, agente da CIA, pede ajuda em uma missão. Poderia ter sido apenas o resgate de um cientista, mas a história se desenrola resgatando pesadelos passados de Bond e transformando a história em algo ainda mais surpreendente.

Durante a narrativa, descobrimos novos personagens: Safin, interpretado por Rami Malek, que reforça a capacidade de atuação de transitar em papéis extremos, e a tão esperada Nomi, interpretada por Lashana Lynch, apresentada como a primeira agente 007 mulher. Apesar de ter grande representatividade no universo cinematográfico, a personagem fica em segundo plano para dar o protagonismo necessário ao rosto que se despede da franquia.

Nomi se mostra uma personagem com grande potencial nas cenas de luta e com pouca expressividade facial, assim como nossos agentes anteriores, que guardam feições mais marcantes para cenas mais explosivas.

“007 – Sem Tempo Para Morrer” chegou para marcar o fim deste ciclo, com maestria. Apesar de não ser uma comparação justa, assim como Sean Connery, Daniel Craig ficará guardardo na memória pela excelente atuação nos últimos cinco filmes da saga. O filme está em cartaz nos cinemas, a partir desta quinta-feira (30).

Jornalista, produtora e apresentadora do podcast cineaspectos. Como amante do cinema, ficou imersa em roteiros fantásticos, conheceu a beleza dos filmes de máfia e os incompreendidos dramas europeus. Sara adora desbravar a singularidade do cinema brasileiro, e acompanha de perto os principais festivais e mostras ao redor do mundo.

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