Foto: Reprodução Internet

Semana passada o bispo Marcelo Crivella (Republicanos) deu declarações machistas sobre a juíza Mirella Erbisti, responsável pela manutenção do fechamento da Avenida Niemeyer. Por causa das declarações a Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro (AMERJ) e o presidente do TJRJ, o desembargador Claudio de Mello Tavares, emitiram notas em defesa da juíza e do Estado de Direito.

Como brigar com o Judiciário é sempre uma péssima ideia,Crivella resolveu pedir desculpas nesta segunda-feira, 7/10. Disse o bispo: “A democracia depende muito da nossa magistratura. São eles que nesses momentos difíceis da vida nacional precisam tomar as atitudes corajosas. Se, por acaso, o espírito carioca, em algum momento, a gente fez algum gracejo, quero aqui me redimir e dizer que a juíza me desculpe

Interessante Crivella dizer que tem espírito carioca, difícil imaginar que alguém que detesta carnaval, ojeriza o sincretismo religioso, seja um exemplo de espírito carioca. A não ser que o bispo pense que ser carioca, é ser mal educado.

Sobre a insistência em abrir a Niemeyer, não parece estar tão perto. Ao O Globo, o líder da equipe de peritos judiciais, o engenheiro ambiental Luiz Roberto Sertã, que atua para a Justiça há 25 anos, disse:

As obras avançaram. Melhorou muito, mas continua existindo o risco. Há um risco operacional, não mais geológico. A via abrir enquanto há uso de maquinários e operários no morro é uma preocupação. As pedras que vimos há dois meses foram movimentadas e estão em uma posição mais segura. Só que ainda existe um conjunto rochoso no topo do deslizamento que carece de uma solução executiva de obras

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