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Ontem veio a notícia de que Marcelo Crivella (PRB) seria capa da Veja em uma matéria que trataria de sua prisão nos anos 90. A matéria trataria desse tema, mas não dava dicas do que teria sido. Então a noite de sexta foi cercada de boatos e apostas o que poderia ter sido. Afinal, seria uma das poucas vezes (ou a única) que a revista de circulação nacional teria uma capa apenas para um estado e isso que na edição nacional a capa era a prisão de Eduardo Cunha (PMDB), um fato de relevância histórica.

A decepção veio ao ler a matéria, Crivella não foi preso, nem fichado pela polícia. Foi detido porque tentava, como engenheiro, entrar num terreno da Universal que havia sido invadido. E que ao ser impedido discutiu com um delegado que lhe deu ordem de prisão e mandou tirar a foto para intimidar.

Desfeito todo o mal entendido, após apresentar todos os documentos, Crivella o processa. O delegado, hoje já falecido, pede para que Crivella retire o processo, temendo por sua aposentadoria. O processo é retirado, mas fica guardado, com todas as evidências, em sua residência.

A foto em questão foi enviada pelo próprio Crivella para amigos, há algum tempo, no contexto narrativo sobre as dificuldades que os homens de fé possuíam. Até intimidados pela polícia eram.

Ao ser questionado pela Veja, Crivella entrega o processo todo, para que os mesmos possam averiguar os fatos e tirar cópias. Os repórteres agradecem, pegam o material e produzem uma capa que dá a entender que Crivella fora realmente preso.

Merecia uma matéria? Claro! Merecia uma rara capa regiona e há uma semana da eleição onde ele lidera? Claro que não!

Veja bem, dou toda a razão e direito para que qualquer veículo de imprensa tenha lado, quem sou eu para dizer o contrário? Quem acompanha o Diário do Rio sabe que ele sempre toma posição, é parcial. E é claro que a VEJA também é, mas isso não permite que tenha tamanha desonestidade intelectual.

A verdade é que, realmente, Crivella tem sofrido uma forte campanha contra de boa parte da imprensa carioca. E eles estão no direito deles e o candidato do PRB, sem dúvidas, dá mais do que motivo para isso com sua sequência de comentários machistas e homofóbicos. Só que não podem se esconder atrás de uma hipócrita imparcialidade, afinal, não o são.

Agora a pergunta que se faz, será que esta capa e a contínua perseguição pela grande mídia atrapalhará Crivella? Algum resultado deu, no último IBOPE a diferença entre Crivella e Marcelo Freixo (PSol) caiu 9%. Mas talvez o excesso de matéria negativa possa estar transformando Crivella em vítima e o eleitor adora uma.

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