O bispo Marcelo Crivella lembra muito uma frase do Barão de Itararé, “de onde menos se espera, daí é que não sai nada“. Provavelmente empolgado com a notícia de que, em pesquisas internas do PSL, aparece empatado com Paes para 2020, decidiu irritar alguns vereadores de sua base.

Nessa quinta-feira, 3/10, Crivella, em uma edição extra do Diário Oficial, decidiu extinguir a Secretaria Municipal de Conservação, que vira uma subsecretaria, e toda sua estrutura passa para o secretário de Infraestrutura e Habitação, Sebastião Bruno. Que agora ganha um orçamento adicional de R$ 790,9 milhões previsto para a Conservação no ano que vem.

E a jornalista Berenice Seara/Extra chamou atenção que logo após a publicação do D.O., vários parlamentares governista se sentaram com o presidente da Câmara Jorge Felippe (MDB) para reclamar do atual ocupante da Prefeitura do Rio. É que o secretário exonerado, Roberto Nascimento, mantinha um bom relacionamento com vereadores, inclusive Felippe, atendendo a seus pedidos. Muito ao contrário de Bruno, que tem lá sua própria agenda.

Berenice diz em sua coluna que os vereadores agora estão com a bazuca nos dentes para dar uma resposta a Crivella. E lembra que o processo de impeachment do bispo começou logo após ele substituir um indicado de Jorge Felippe na subsecretaria de Engenharia e Conservação, por um nome indicado por Sebastião Bruno.

Se iniciarem um processo de impeachment agora, o problema é duplo para Crivella. Ele só terminará em 2020, e isso significa que terá eleição indireta.

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