O título desta crônica é sugestivo, eu sei. Contudo, não vou falar de criminalidade no texto. Não diretamente, pelo menos. Escrevo sobre as quadrilhas de festas juninas do Rio de Janeiro. Onde elas foram parar?

Recentemente, passei um final de semana em Nova Iguaçu, onde tenho familiares. Ao longo da minha vida, passei muitos dias por lá. Me lembro, quando criança, nesta época do ano, de ver muitos grupos dançando, com trajes no clima da festa, nas animadas quadrilhas juninas. Haja quentão para animar aquele povo todo.

As cores, os passos, a poeira subindo e os milhos e maçãs do amor ainda estão em minha memória. Eram muitos grupos dançando. No bairro onde mora minha tia acontecia até uma disputa, com jurados, para decidir qual foi a melhor quadrilha.



Eu mesmo, já adolescente, cheguei a participar de algumas quadrilhas. Isso no meu país, Curicica. Perto da minha casa também tinham grupos de pessoas que se dedicavam às coreografias juninas. Mas acabou.

Em Nova Iguaçu e em boa parte da Baixada Fluminense, onde existia, de fato, uma tradição entre essas disputas de quadrilhas juninas, a poeira baixou por conta da galopante violência.

Segundo relatos de moradores da região, as pessoas foram perdendo o interesse em ir ver as quadrilhas, pois os eventos, frequentemente, acabavam em confusão ou coisa pior. Por isso, quem fazia o espetáculo também viu o caldo entornar e as festas perderem a graça. Ê tristeza.

Fiz uma pesquisa e vi que ainda existem grupos que se dedicam à atividade em todo o Rio de Janeiro. Sobrevivem, inclusive, grandes eventos organizados. No entanto, o número de adeptos caiu muito nos últimos anos. O principal motivo? A violência.

Não queria cair na facilidade do texto pronto, porém, infelizmente, as quadrilhas que ganharam (n)o Rio de Janeiro são outras, não mais as juninas. Algumas vestem até terno e gravata. Nada de trajes de festa. Olhas as cobras… É verdade!

Comente

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui