Na Avenida Sete de Setembro, no encontro com a Rio Branco, um busto foi erguido. Isso já tem umas três semanas e até hoje a estátua segue sem nome, placa ou qualquer outra sinalização de quem é. Isso mesmo: não se sabe quem é o homenageado.

Há quem diga que homenagear alguém apenas depois de morto é errado. Pior é homenagear sem nome. O cara foi contemplado, no Centro do Rio, para todo mundo ver e ninguém sabe quem é. Coitado.

Quintino Gomes Freire, editor chefe deste DIÁRIO DO RIO, já chama o busto de “O Aristocrata Desconhecido”.

Quando fui fotografar o busto, um morador de rua que estava ali ao lado, disse que ele (a estátua) não gosta de foto, de exposição. Talvez seja esse o motivo da falta de nome.

Dia desses, um grupo de amigos passava por perto do busto e um brincava com o outro: “É seu avô”, disse um. “Parece com você”, afirmou outro.

Uma vez, um rapaz que vagava pela rua disse que Vitor Almeida, da página Suburbano da Depressão, poderia ser o homenageado, que ele merecia.

Enquanto isso, o busto segue indigente, sem nome, sem telefone, só tem endereço. De qualquer forma, enquanto espera uma placa referente, a estátua segue sendo batizada pelos nada abençoados pombos cariocas.

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