Já fiz uma crônica para este DIÁRIO DO RIO sobre músicas que retratam e revelam, de forma direta, a cidade do Rio de Janeiro. Muitas dessas canções poderiam (e deveriam) ser cantadas nos karaokês da vida. Afinal, carioca adora um karaokê.

Todo bairro carioca tem lá seu boteco com karaokê. Sempre movimentados, democráticos, divertidos. Espaço para todos, para todas as canções. Inclusive para trocar as notas. É roqueiro cantando pagode, pagodeiro puxando um rock.

Aqueles cadernos plastificados, normalmente sujos, normalmente com páginas grudando porque alguém deixou cair bebida em cima são pura magia e descoberta. A cada achado é um grito desafinado “vamos cantar essa” e só bora, a letra aparece na tela para quem não sabe nada.

E nem precisa cantar bem. O importante é divertir. Embora, eu já tenha visto, ou melhor, escutado, excelentes vozes nos karaokês da vida nesse sonoro Rio de Janeiro. Nota 100.

A Feira de São Cristóvão, além de tudo, se tornou um point de karaokês nos últimos anos. O som une todas as tribos, nem precisa cantar Nirvana.

Recentemente, viralizou o vídeo de uma coroa cantando em seu karaokê pessoal, em sua varanda, tomando sua cerveja. Toda dona de si. Sempre que o vídeo aparece para mim, eu peço bis.

Muito em breve essa situação que estamos vivendo vai passar. Aí, vamos voltar a cantar, felizes e juntos, em algum karaokê. Nem precisa cantar bem.

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