Localizado na Zona Norte, Piedade começou a ser ocupada em meados do século XVIII. Desde então, viveu muita história. Algumas mais inusitadas, outras mais tristes, mas todas marcantes.

O motivo para o nome do bairro é uma dessas histórias inusitadas. Daquelas que quando contadas, há quem duvide seriamente.

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A estação ferroviária, que ficou pronta em 1873, onde hoje se encontra o bairro de Piedade, ficou conhecida como “Estação dos Gambás”, devido ao grande número desta espécie de animal na região.

No momento de expansão ferroviária do Império em direção à Zona Norte da cidade do Rio, o Imperador resolveu fazer uma parada em uma região onde havia vários gambás. Por conta disso, o lugar ficou conhecido como Parada Gambá ou Estação Gambá“, conta o historiador André Nunes.

A população local não gostou nada da ideia e, então, uma senhora enviou uma carta ao diretor da Estrada de Ferro pedindo por piedade que o nome fosse mudado.

O diretor respondeu: ‘Minha senhora, será feito. E o nome será Piedade’. Ela gostou, e ficou assim“, conta André Nunes. Logo, o nome da Estação virou nome do bairro.

No dia 15 de agosto de 1909, uma história triste marcou as memórias do bairro. Um crime passional envolveu o escritor Euclides da Cunha – autor de Os Sertões. Euclides foi assassinado pelo amante de sua esposa, o militar Dilermando de Assis, em sua residência na Estrada Real de Santa Cruz (atual Avenida Dom Hélder Câmara).

Euclides da Cunha

Outros momentos históricos estão ligados ao bairro. A Igreja gótica do Divino Salvador é um símbolo. A primeira Universidade do subúrbio carioca, a Universidade Gama Filho, foi fundada em 1939, no bairro. As informações não são precisas, mas há quem diga que Piedade foi o primeiro bairro do subúrbio a ter luz elétrica.

Por essas e muitas outras, Piedade faz parte da história carioca. E como.

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