Foto: Mauricio Bazilio/SES

De acordo com o secretário municipal de Saúde do Rio, Daniel Soranz, a variante Delta da Covid-19 deve ser predominante na capital muito em breve. Na maioria dos países em que a variante entrou, a circulação foi muito rápida. Apesar da transmissibilidade acontecer mais rapidamente, há a hipótese de que seja menos letal.

A questão do índice de letalidade da Delta ainda está sendo analisado por pesquisadores em todo o mundo. Soranz relevou, nesta sexta-feira (23/07) durante a divulgação do 29º Boletim Epidemiológico da Prefeitura do Rio, que a ocorrência dos quatro casos de morte de pessoas com a variante delta fora da capital, ocorreram por falha na barreira vacinal, por este motivo, a imunização da população é de grande relevância.

 “Se estiver no seu dia, se já estiver elegível, vá se vacinar. A vacina protege contra casos graves, protege contra o óbito. A variante delta, na maioria dos países, têm avançado nas pessoas que deixaram de se vacinar na data correta. Tem muitos países com dificuldade de vacinar as pessoas, mesmo tendo a vacina, e aqui no Rio de Janeiro, recomendamos que, se está elegível, vá no seu dia”, recomenda Soranz.

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) identificou, em conjunto com os laboratórios de referência, um total de 27 casos de residentes do Município do Rio de Janeiro confirmados com a nova Variante Delta. A investigação epidemiológica está em curso pelas equipes da Vigilância em Saúde da SMS. Os casos investigados até o momento não têm histórico de viagem.

Independentemente da variante, a população deve manter as medidas preventivas que são: manter o distanciamento, usar máscaras e higienizar as mãos com álcool 70 ou, quando possível, água e sabão; além das demais medidas de proteção à vida estabelecidas na Resolução Conjunta SES/SMS Nº 871 de 12/01/21.

“Nosso pedido para quem está na cidade é continuar usando máscara e álcool em gel e evitar se expor desnecessariamente. Ainda precisamos muito da colaboração de todos para evitar a disseminação da covid-19”, destaca o secretário.

O monitoramento de variantes é realizado pelo Centro de Vigilância e Informações Estratégicas, que funciona dentro da Secretaria Municipal de Saúde e pelos serviços de vigilância de cada área. Com base nos comunicados, é feito o rastreamento das pessoas que tiveram contato com infectados. Soranz disse que até agora não foi identificado nenhum caso de transmissão entre os contatos na cidade do Rio.

O superintendente de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde, Márcio Garcia, informou que os dados da Delta são referentes ao mês de junho e que a predominância ainda é dos casos da variante gamma.

“Na verdade, nem temos óbitos referentes à variante delta na cidade do Rio de Janeiro. Este é um ponto positivo, mostrando que a vacina e essa ampliação de vacina que estamos fazendo no Rio de Janeiro vêm funcionando, mas ainda falamos com muita cautela, porque são só os primeiros resultados. Entrando no final de julho, começo de agosto, vamos ter um perfil da variante delta com mais clareza”, esclareceu Márcio Garcia.

Relativo à idade, o Superintendente destacou que a predominância é a faixa etária de 20 a 59 anos, sendo os sintomas da maioria absoluta (96,3%) dos casos de síndrome gripal. Não há praticamente casos de delta ocasionando síndrome respiratória aguda grave, ou óbito.

Costa do mar, do Rio, Carioca, da Zona Sul à Oeste, litorânea e pisciana. Como peixe nos meandros da cidade, circulante, aspirante à justiça - advogada, engajada, jornalista aspirante. Do tantã das avenidas, dos blocos de carnaval à força de transformação da política acreditando na informação como salvaguarda de um novo tempo: sonhadora ansiosa por fazer-valer!

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