Ângela Costa - Foto: Divulgação

Tendo como fonte a interessante matéria da colega Gardênia Cavalcanti, de “O Dia”, dedico esta Coluna a querida Ângela Costa. Católica, Dama de importantes Ordens Religiosas e presença indispensável quando o assunto é empreendedorismo, desenvolvimento e humanização, Ângela Costa é a primeira mulher a ocupar a Associação Comercial do Rio de Janeiro.

A respeitada entidade, que é um parâmetro nacional de lideranças empresariais, tornou-se ainda mais fundamental para o País tendo Ângela Costa como sua presidente. Dona de uma sinceridade incrível e uma inteligência privilegiada, Ângela é constantemente convidada a participar de palestras, conferências, lives e outros instrumentos que neste momento são fundamentais para que se ouça as opiniões de que realmente sabe o que diz e tem propriedade para dizer.

Sua história de vida é uma das mais interessantes de que tenho conhecimento, por isso, tomei a liberdade de replicar a entrevista por ela concedida. Recomendo a leitura do texto onde fica claro que é possível sim, com fé, trabalho e esforço vencer em nosso País. Ângela Costa é uma dessas vitoriosas. Se eu pudesse definir uma palavra que significasse Ângela Costa, a palavra seria “inspiradora”. Confira a entrevista:

O que representa ser eleita a primeira mulher presidente da ACRJ?
Quem me conhece sabe que nunca levantei a bandeira pelo fato de ser mulher e prosperar no meio empresarial, predominantemente masculino. Mas tenho muito orgulho da minha trajetória de vida e empresarial. Me sinto honrada por ocupar por dois mandatos a presidência da Associação Comercial, que tem 211 anos. Espero ter aberto para que outras mulheres possam ocupar este cargo na Casa de Mauá.

Pode contar um pouco da sua história?
Nasci no Méier, sou filha de motorista e lutei muito para conquistar tudo o que consegui até hoje. Perdi minha mãe aos 11 anos. Estudei no internato do colégio Santa Marcelina, onde meu pai trabalhava como motorista do transporte escolar. Meus filhos sempre foram minha base e estrutura de equilíbrio e força. Enfrentei dificuldades, mas nunca me deixei abater. Ao contrário. Sempre tive espírito empreendedor. Aos 17 anos, no curso de desenho industrial, comecei a fazer camisetas para vender na garagem de casa. Aos 21 anos, após o falecimento de meu pai, assumi a pequena empresa de transporte escolar, que tinha 2 veículos. Em quatro anos, na minha gestão, a frota chegou a 32 ônibus, tornando-se a maior empresa de transporte escolar do RJ. Nesta época, consegui unir todas as empresas do setor e fundamos a Associação de Transporte Escolar e mais tarde o Sindicato do mesmo setor, os quais eu presidi. Querendo diversificar, aceitei o convite para gerenciar uma empresa de embalagens de papelão que passava por dificuldades. Lá descobri a vocação de trabalhar com a indústria, no chão de fábrica e depois fundei minha empresa, a Paper Box, que está completando 41 anos. Minha atividade sindical também não parou. Depois de anos atuando no Sindicato de Artefatos de Papel e Papelão, do qual sou presidente, e na Firjan, fui eleita a primeira mulher na presidência da ACRJ.

Qual recado você deixaria para outras que se inspiram na sua história?
É importante ter consciência que infelizmente o preconceito e o machismo ainda existem e são muito fortes, mas isso não pode nos intimidar. Porque, diferentemente do homem, somos multitarefa, conseguimos administrar nossa família, nossa casa e nosso trabalho sem que um interfira no outro. Pois sabemos diferenciar os papéis. E sempre atentas aos detalhes, sem nunca perder o foco, conseguimos atingir nossas metas com o sucesso desejado.

Qual a receita para combater o preconceito no ambiente empresarial?
Essas são barreiras que levarão anos para serem superadas, mas não podemos ceder. Temos que demonstrar, com a nossa delicadeza, porém, com firmeza, a nossa posição e a nossa competência, pois só assim nos faremos respeitar.

Pode deixar dicas para mulheres que querem empreender?
A capacitação é um fator importante para o sucesso. Existem muitas instituições como Sebrae, Senac entre outras, que podem ajudar. Também é necessária uma boa dose de resiliência e muito trabalho. Apesar dos desafios, manter a motivação e o foco no seu objetivo são essenciais.

Jornalista, especialista em assessoramento e cerimonial público, Bacharel em Direito, publicitário e Radialista. Também tem formação em Assessoria de Imprensa e relações institucionais, além de editor de jornais, livros, revistas e outras publicações

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