Assistimos estarrecidos o lamentável ocorrido em Porto Alegre onde a truculência de seguranças da rede Carrefour de Supermercados assassinou um cliente que era negro. Em plena semana da consciência negra devemos nós Cristãos refletir sobre as tragédias do racismo no Brasil. Evidente que nosso Pais, comparado por exemplo aos Estados Unidos tem um racismo muito menos feroz. Feroz ou manso o racismo é uma tragédia, é uma vergonha, é uma excrescência e definitivamente não é Cristão. Nenhuma pessoa pode ser tratada de forma diferente pela cor de sua pela.



Toda manhã o resumo do Rio de Janeiro

O próprio Jesus Cristo, até pelo local onde se fez homem e habitou entre nós, o oriente médio, não seria considerado branco nos padrões ocientes. A padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida é negra. Sua negritude pode sim ter sido fruto da submersão nas águas do Paraíba ou da terra cota em que foi feita, mas é negra. Talvez já tenha aparecido assim para chamar atenção da necessidade que temos de lutar diariamente contra o preconceito racial.

A atitude dos seguranças, o espancamento seguido de morte por asfixia mostra o quanto ainda temos de crescer como seres humanos. Nós Católicos temos o dever de combater o racismo que muitas vezes está presente até mesmo na nossa própria formação.

Não é aceitável que as diferenças na tonalidade da pele torne uma pessoa melhor ou mais digna que outras.

Não existem pessoas negras más ou boas, não existem pessoas brancas más ou boas; Existem pessoas boas e ruins, independentemente do tom de sua pele.

E não me venham dizer que a morte de João Alberto não ocorreria da forma brutal como ocorreu se o “ator” fosse um branco. Claro que por ser negro foi tratado sim de maneira diferente. Devemos pois entender que todo Cristão deve lutar pela injustiça e que o racismo é talvez uma das grandes injustiças enraizadas em nosso País e que precisa dia a dia ser combatido. Não combater o racismo de forma clara é deixar que ele de forma disfarçada vá se solidificando em nosso tecido social.

De nada adianta dizer que tem Fé, dizer-se Cristão, freqüentar a Missa, receber sacramentos e até mesmo praticar a caridade se nos silenciarmos ante ao racismo. O racismo coloca uma raça como superior a outra. Algo que há mais de 2.000 anos levou à Cruz nosso Salvador. Naquela época o Galileu Jesus Cristo era tido como alguém de uma raça inferior já que os Romanos julgavam superiores ao resto do Mundo.

Que Deus livre o Brasil do Racismo e que nós Cristãos livremos nosso coração de qualquer tipo de preconceito. Racismo não é Cristão.

1 COMENTÁRIO

  1. Embora o racismo seja uma demonstração de ignorância, as manifestações orquestradas também demonstram o mesmo tipo de ignorância, porque normalmente são acompanhadas por ódio, depredações de patrimônio alheio e desordem pública.
    Reivindicar direitos sagrados e previstos na Constituição é algo fundamental e perfeitamente legal. Agora, se aproveitar-se de um erro, de uma injustiça ou de uma estupidez para externar estupidez igual, recalques e frustrações vitimistas, nada tem a ver com a injustiça cometida, mas com exaltação ao ódio ao diferente, à cizânia social.
    Ou simplesmente, atitude tão racista quanto a qual se quer combater.
    Rebater ódio com ódio, não passa de ignorância de mesmo teor de ambas as partes.
    A revolta racista somente separa mais as pessoas e enfraquece a união do povo.
    Basta identificar os promotores de movimentos como #blacklivesmatter (de autoria intelectual de George Soros, um branco de ascendência judaica), para se descobrir que estamos lidando com ardilosos articuladores, que identificam fraquezas sociais e promovem o caos, para enfraquecer o tecido social e implantar ações e conceitos que sejam para benefício dos seus interesses escusos.
    Estamos cansados de ver isto acontecer na África (tribos contra tribos), para que mineradoras estrangeiras se apossem de terras, enquanto as tribos se dizimam, enquanto o caos fabricado fervilha no coração puro e ingênuo do povo.
    Sejamos menos ignorantes e menos fantoches de interesses escusos e que nada têm a ver com racismo, mas com ganância e sem-vergonhices.

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