Azul reduz número de passageiros a bordo com troca de aviões na rota Santos Dumont-Norte Fluminense

Aeronave que será usada entre o Rio e o Norte Fluminense não possui pressurização, fazendo com que o ruído interno seja intenso

Azul vai azulo monomotores Caravan para fazer a ponte aérea entre o Santos Dumont, Campos e Macaé / Divulgação

A companhia aérea Azul, após sofrer pressões de várias frentes de atuação política e econômica, voltou atrás em sua decisão de suspender os voos diretos do Rio de Janeiro, estabelecendo Campinas (SP) como conexão obrigatória para os voos de ida ou volta de Campos dos Goytacazes e Macaé, no Norte Fluminense do Estado. Caso fosse executada, tal mudança faria com que uma viagem direta saindo do Santos Dumont, que dura de 50 minutos a 1 hora e 15 minutos, com a conexão em Viracopos, passasse a ter, no mínimo, 4 horas de duração. As informações são do ”Diário do Porto”.

A vitória foi comemorada pelo ministro da Infraestrutura, Marcelo Sampaio, que divulgou um vídeo sobre a manutenção dos voos como uma conquista do Rio de Janeiro. Mas, a autoridade e todos os participantes do movimento pró-Rio, não poderiam imaginar que a vitória seria parcial, uma vez que companhia substituiu os aviões de 70 passageiros por monomotores que levam apenas 9. Os aparelhos turboélices, que eram usados nas rotas ameaçadas, passaram a ser empregados em voos entre Campinas (SP) e as mesmas cidades do Norte Fluminense.

Os monomotores da Azul são o modelo Caravan, fabricados pela Cessna, nos Estados Unidos, desde 1986. O Caravan é um dos modelos mais vendidos pela companhia, com mais de 3.000 unidades comercializadas. Por ser uma aeronave mais simples, ela não possui pressurização, fazendo que o ruído em interior seja intenso. Os bancos do avião também não possuem encosto para a cabeça, lembrando os encostos das antigas kombis. Outra característica é que não há separação entre os passageiros e o piloto. O Diário do Porto procurou a Azul para explicar a drástica mudança, mas a companhia não respondeu ao jornal.

De acordo com o assessor da presidência da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio RJ), Delmo Pinho, os voos operados para Campos e Macaé, com os aviões de 70 passageiros, registravam ocupação média de 70% e eram lucrativos. Ainda de acordo com ele, manter um conexão direta entre a capital e as cidades do Norte Fluminense –  produtoras de petróleo – é essencial para a economia do Estado do Rio de Janeiro. Não se sabe ao certo a finalidade da mudança. Mas, recentemente, a Azul havia manifestado ao Governo do Estado, o interesse de negociar a redução do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS) do combustível de aviação para voos operados no aeroporto Santos Dumont. Tal benefício, no entanto, somente é aplicado nas rotas que partem do RioGaleão, como medida para conter o seu esvaziamento.

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4 COMENTÁRIOS

  1. Que materia mais esquerdista, heim Diario?

    Cobrando satisfação da empresa de pq não querem mais oferecer um serviço? Chorando que era lucrativo?

    Hora bolas… se era tão bom operar esses voos, que vocês criem a DIARIO AIR e coloquem Boeings pra voar pra Macaé!

  2. Lamba os beiços por ainda ter o voo!! O que determina ter o voo ou não, se com 90 ou 9 passageiros é o volume de negócios e a demanda. Se não justificar, o RJ fica mesmo sem voos. Fica a dica, ALERJ: pare de atochar ICMS sobre tudo e todos. Vamos ficando para trás.

  3. O esvaziamento de voos no RJ nunca foi um acaso, e sim um projeto. Começou pelo Galeão, e parte da zona sul aplaudiu.

    Perdemos empregos diretos e indiretos na aviação. Produtos, que chegavam pelo ar, passaram a fazer escalas. Passagens tornaram-se mais caras, com a redução de voos diretos para cá.

    Pois bem: não parou no Galeão.

    Para cariocas e fluminenses que faziam pouco caso do Galeão, ‘parabéns’ !!! A conta chegou para o vosso queridinho Santos-Dumont…

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