Uma das lojas do entorno do Cristo Redentor - Foto: Hermes de Paula/Agência O Globo

Uma decisão da Justiça Federal determinou que 6 lojas que compõem o comércio do Santuário Cristo Redentor, um dos pontos turísticos mais famosos do Brasil e do mundo, localizado no Corcovado, no Rio de Janeiro, sejam desocupadas nesta terça-feira (22/06).

Uma disputa pelo controle dos pontos, entre a Igreja Católica, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e os próprios comerciantes, vem sendo travada nos últimos anos. Tanto a Igreja quanto a pasta federal entendem ser seu o direito para comandar e ceder os espaços das lojas.

Há praticamente 2 anos, mais precisamente em julho de 2019, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), vinculado ao MMA, decidiu despejar os comerciantes, usando como justificativa para tal o argumento de que iria utilizar as áreas das respectivas lojas imóveis para um ”grande projeto de revitalização” nos arredores do Cristo.

A Justiça acatou o pedido e, ainda em julho, deu 90 dias para que os lojistas saíssem. Mas eles recorreram e, diante de algumas reviravoltas, o processo foi se arrastando. Mais recentemente, porém, o poder judiciário optou por suspender a reintegração até que os espaços fossem devidamente vistoriados e liberados para uso por um perito.

O objetivo disso era apontar quais melhorias nas lojas foram efetivamente pagas pelos comerciantes para que, posteriormente, eles fossem indenizados pelas supostas obras de reparação.

No entanto, o prazo chegou ao fim e, agora, e os lojistas têm que deixar os imóveis. Vale ressaltar que, ao todo, são 7 imóveis, mas 1 já foi previamente desocupado por livre e espontânea vontade pelo seu comerciante responsável, sem ter ido à Justiça recorrer.

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