Foto: Adriano Machado/Reuters

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) abriu um procedimento para investigar uma denúncia de negociação de propina na Prefeitura do Rio. A informação foi publicada pelo jornal O Globo nesta segunda-feira 02/12.

Por conta disso, a vereadora Teresa Bergher (PSDB) prepara um novo pedido de impeachment do prefeito Marcelo Crivella (PRB) e quer protocolar o documento na Câmara dos Vereadores já nesta terça-feira, 3/12.

“É caso para abertura de processo de impeachment. A câmara tem que se pronunciar e, como tínhamos à frente da Prefeitura um vereador, o conselho de ética da casa também deve se manifestar. Não é hora para o legislativo silenciar. Fatos gravíssimos e a sociedade merece uma resposta de seus parlamentares. Sempre ouvíamos comentários da influência do irmão do Marcelo Alves na prefeitura. Inclusive havia o boato de que ele tinha sala dentro da riotur, de onde despachava seus negócios”, disse Teresa Bergher.

Segundo a reportagem do O Globo, um escritório era usado para as negociações. O MP investiga se Marcelo Crivella tem envolvimento com os acordos ilícitos.

O doleiro Sérgio Mizhay foi quem delatou o esquema. Mizhay foi preso na operação Câmbio Desligo, um desdobramento da Lava Jato no Rio.

No depoimento, Mizhay chama o escritório de “QG da propina”. De acordo com a reportagem, o operador do esquema é Rafael Alves, empresário e irmão de Marcelo Alves, presidente da Riotur desde o início da gestão de Marcelo Crivella. Ele não possui cargo na Prefeitura.

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