As notícias sobre supostos esquemas de pirâmides no Rio de Janeiro ligaram o alerta nas empresas que trabalham com criptomoedas no país. Promessas de ganhos fixos e exorbitantes atraíram milhares de pessoas para tais operações financeiras, que agora são investigadas pela Polícia Federal. Para quem atua legalmente no ramo das moedas digitais, situações assim representam risco de abalar a credibilidade conquistada por anos no mercado.

É o que afirma Antônio Neto Ais, Ceo da Braiscompany, a maior holding de tecnologia blockchain da América Latina. “Desde o surgimento do bitcoin, até ser mais difundido mundialmente, há muitas empresas que o utilizam para golpes e esquemas de pirâmide. Isso acontece porque a rentabilidade deste ativo pode ser muito alta, o que faz com que os golpistas atraiam vítimas incentivando a ganância das pessoas. Mas este ativo é reconhecido mundialmente, há grandes empresas e bancos que usam como reserva de valor”, explica o empresário, listando Bank of America, Credit Suisse, Itau, Santander, BTG e XP como instituições sólidas que apostam no ativo como reserva de capital ou que oferecem fundos de investimentos com criptomoedas.

Para Neto, as notícias negativas podem até afastar possíveis investidores, mas não os que já conhecem o mercado. “Pessoas mais céticas ficam receosas. Além disso, ainda há medo por parte de muitas pelo fato de serem moedas que não existem fisicamente, serem apenas digitais. Mas há uma normativa no Brasil que reconhece a legalidade das criptomoedas. A Receita Federal regulamenta as transações, é legal comprar, vender e fazer operações”, destaca ele.

Desconfie de promessas incríveis

Para o Ceo da Braiscompany, a primeira dica é pesquisar a reputação da empresa. Depois, observar as ações adotadas pelo grupo que oferece a operação. “Exigir que cada novo investidor traga outro, oferecer presentes caros aos novos integrantes e promessas de lucros elevados e rápidos ou ganhos fixos devem ser sinais de alerta”, diz.

Neto destaca que há negócios lícitos e seguros que podem oferecer rentabilidade de maneira segura. Um deles é o modelo de aluguel de ativos. “Somos uma empresa que faz gestão de criptoativos. Os clientes compram seus ativos em sua corretora nacional e os alugam conosco. Nós operamos e entregamos remuneração variável mensalmente, temos uma equipe de traders responsáveis por operar as criptomoedas, eles são o coração operacional da empresa”, explica.

Para ele, infelizmente fraudes sempre vão existir, mas o ativo em si não perde força por conta disso. “O bitcoin não é mais futuro, é realidade quando vemos grandes investidores acreditando em criptomoedas. Esquemas fraudulentos são ruins para as empresas que seguem este caminho, mas para empresas como a nossa, não nos atrapalha”.

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