Um dos tucanos mais conhecidos do Rio de Janeiro, o deputado estadual Luiz Paulo Côrrea da Rocha, quer abandonar o ninho do PSDB após 26 anos, é o que informa a colunista Berenice Seara/Extra.

Luiz Paulo que foi vice governador na gestão Marcelo Alencar, ex-secretário de Obras,Urbanismo e Meio Ambiente, e de Transportes, ex-Chefe da Casa Civil. Também candidato a governador em 1998, e deputado estadual desde 2002, exercendo seu 5º mandato consecutivo. Ele recentemente tinha dito que queria ser candidato a prefeito do Rio em 2020.

Mas isso tudo mudou quando o novo diretório nacional do PSDB fez a intervenção no diretório do Rio de Janeiro, e colocou como presidente o empresário Paulo Marinho, ligado ao governador de São Paulo, João Dória, e que tem levado os tucanos mais para a direita.

E é por isso que Luiz Paulo quer desfiliar do PSDB, e para não perder o mandato, fez um pedido na Justiça Eleitoral com base no dispositivo que permite a saída em caso de “mudança substancial ou desvio reiterado do programa partidário“. O que, convenhamos, realmente aconteceu com esse desvio a direta do PSDB.

Ele ainda alega que a intervenção se deu de “forma autoritária, abrupta e violenta“. E que não foi convocado e nem mesmo avisado sobre três reuniões deliberativas da legenda, o que constituiria “grave discriminação política“.

Ele diz que ficará sem partido, ao menos por enquanto. Mas o Cidadania pode ser um caminho natural para o tucano. E se o TSE aceitar sua demanda, para o jornalista Guilherme Amado/Época, pode haver uma debandada nacional do PSDB, muitos deputados não estão felizes com o comando do Dória.

Outro tucano que não anda muito feliz com a liderança de Marinho e o novo PSDB é Otávio Leite, secretário de Turismo, que está licenciado do partido, diz não ter mais vida partidária.

Já entre os vereadores que procuram outro partido, de acordo com o site Noticiário do Rio, estão Felipe Michel, hoje secretário municipal de Envelhecimento Saudável, que deve ir para o PR. Professor Adalmir estaria entre o DEM e o PRB de Crivella, enquanto Teresa Bergher e Alexandre Arraes ainda não deram sinais.

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