Presentes a um debate público da Frente Parlamentar Brasil-China nesta quinta-feira, autoridades chinesas e brasileiras defenderam a importância do Projeto de Lei 300/2021 para as relações comerciais e culturais entre os dois países, sobretudo neste momento de crise sanitária. A proposta, de autoria da deputada Clarissa Garotinho (PROS/RJ), prevê a inclusão do Ano Novo Chinês entre as datas comemorativas do calendário nacional já a partir de 2022.

Sensibilizados pelo projeto, compareceram ao evento virtual, pelo lado chinês, o cônsul-geral da China no Rio de Janeiro, Li Yang; a conselheira da Embaixada da China no Brasil, Qin Xia; e a diretora-geral da Escola Chinesa Internacional, Yuan Aiping, entre outros. Coube a Qin Xia resumir o sentimento em relação à iniciativa legislativa: “É uma nova revelação da amizade Brasil-China. Gostaríamos (…) que a amizade entre os dois países fosse cada vez mais aprofundada”.

O primeiro a falar foi Fausto Pinato (PP/SP), presidente da Frente Parlamentar Brasil-China, um grupo suprapartidário composto por 225 deputados de 23 partidos, incluindo o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP/AL). Fausto lembrou da ‘luta árdua’ de vários parlamentares para manter as boas relações com nosso principal parceiro comercial desde 2009. De acordo com o Ministério da Economia, o comércio entre os dois países foi de US$ 98,6 bilhões em 2018, com superávit de US$ 29,2 bilhões.

Ex-secretário estadual de Educação do Rio e atual diretor da Alerj, o engenheiro Wagner Victer enfatizou a relevância do projeto para ajudar a “quebrar o preconceito”. “Tivemos, nos últimos anos, um certo preconceito inaceitável em relação aos chineses. O projeto deve ser visto como uma grande oportunidade de relacionamento. Na área econômica, os chineses estão presentes no Aeroporto Internacional do Galeão, na indústria petroquímica, como o Comperj, na indústria do petróleo…”, enumerou Victer.

Após o cônsul-geral da China no Rio, Li Yang, fazer uma declaração de amor ao Brasil, Clarissa Garotinho (PROS/RJ) lembrou que, na prática, o Ano Novo Chinês já é celebrado em mais de 500 cidades espalhadas por 140 países do mundo, incluindo municípios como São Paulo, Curitiba, Foz do Iguaçu e Recife. Na avaliação da deputada, estendê-lo às demais federações seria uma forma de reconhecer as importantes trocas culturais, econômicas e científicas que existem entre os dois países desde o século XIX.

Com parecer favorável do relator Tito Marques (AVANTE/BA), o PL 300/2021 terá um requerimento de urgência apreciado no plenário da Câmara em breve. Se for aprovado, o mérito da proposta será votado pelos parlamentares sem necessidade de tramitação nas comissões. O Ano Novo Chinês seria, então, celebrado já a partir de 2022, entre os dias 21 de janeiro e 20 de fevereiro. O projeto não prevê a criação de feriados para a data.

O objetivo é reconhecer essa integração cultural, que já existe entre as duas nações. Para os chineses que moram no Brasil, o Ano Novo é um momento de iniciar um novo ciclo, um momento de oportunidades, de mostrar a sua própria raiz ao povo que os acolheu. E, para os brasileiros, é um momento de conhecer, um pouco mais, uma cultura milenar”, justificou Clarissa.

1 COMENTÁRIO

  1. Será que esses deputados só sabem pensar em feriado e em festividades?
    Não há nada mais do que razoável que as colônias chinesas façam suas festividades em qualquer parte do mundo. Realmente, a cultura chinesa é muito rica e deve se integrar nos locais onde chineses vivem.
    Agora, impor um feriado no Brasil, por causa de uma data comemorativa chinesa é o mesmo que pedir que o Brasil também declare feriado no dia 4 de julho, Independência dos EEUU, outro no dia 14 de julho, Queda da Bastilha etc.
    A não ser que o Brasil se torne uma colônia chinesa…
    Será que este é o ardente desejo socialista desta deputada, ou falta a ela o que fazer?

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