Foto: Reprodução TV Globo

A Frente Parlamentar em defesa da construção da Linha 4 do metrô afirmou, nesta segunda-feira (09/09), que também pretende pedir ao Ministério Público Federal (MPF) recursos da operação Lava Jato para retomar as obras.

Na semana passada, o governador Wilson Witzel (PSC) já havia declarado que esta era uma possibilidade e que vinha pedindo os recursos desde janeiro.

Em nota, a força-tarefa afirmou que o pedido só foi feito há duas semanas e que Witzel tenta imputar ao MPF a responsabilidade da conclusão da estação Gávea.

Segundo os investigadores, os valores desviados já devolvidos foram listados em mais de 100 processos.

Essa devolução também deverá ser ajustada com a União e o município do Rio de Janeiro, além do Estado, e deferida pela Justiça“, dizem eles.

O secretário estadual de Transportes do Rio de Janeiro, Delmo Pinho, disse que a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) se ofereceu para apresentar um estudo onde serão apresentadas possíveis soluções e prováveis custos para a estação de metrô da Gávea.

A entrega parcial desse estudo, segundo o secretário, está prevista para a próxima sexta-feira (13).

Desde uma audiência pública recente que tivemos há cerca de dois meses e meio na Assembleia Legislativa do Estado (Alerj), ficou uma oferta da PUC para gratuitamente fazer uma série de estudos e recomendações relacionadas à questão do risco, a mitigação do risco e a solução do problema da estação Gávea”, explicou.

A afirmação foi dada após uma reunião no Palácio Guanabara nesta segunda-feira (09/09).

Ficou combinando também nessa reunião um prazo de 30 dias para termos uma definição de que atitude vamos poder tomar e que montante de recursos vamos poder contar”, disse ele.

Além do secretário de Transportes e do governador Wilson Witzel, participaram da reunião sete deputados estaduais da Frente Parlamentar, representantes da Associação de Moradores da Gávea (AmaGávea); o vice-reitor de desenvolvimento da PUC-Rio, Sérgio Bruni; o procurador da Secretaria de Transportes, Carlos André; representantes da da Procuradoria-Geral do estado, e representantes da RioTrilhos.

O secretário acrescentou dizendo que existem “várias soluções” que podem ser dadas para resolver o problema da obra que está parada, mas que elas dependem basicamente “da velocidade de implementação de mitigação do risco e da disponibilidade de recursos”.

Delmo Pinho pediu ainda que todos tenham “tranquilidade” para as decisões do governo sobre as obras do metrô.

Gostaria de pedir a todos tranquilidade para a decisão. Nós não podemos precipitar as soluções. A atitude do governo do estado no sentido de colocar esse problema foi no sentido de uma busca de ajuda de todos os que podem contribuir pra solução. Nós entendemos a importância da conclusão da obra”, declarou o secretário.

As informações são do Portal G1.

1 COMENTÁRIO

  1. Não só dinheiro da Lava Jato como também deveriam mirar nos royalties.
    Com o leilão de parte dos campos do Pré-Sal, infelizmente, o que vemos mais uma vez foi a (quase) completa sujeição do interesse do nosso Estado (RJ) perante à União e aos outros estados membros.
    “Quase” porque aos 45min. do segundo tempo o senador Flávio BolsoNERO apresentou emenda (não fez mais que sua obrigação, mas poderia ter abocanhado mais).

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