Sinal verde e asfalto vermelho por Guilherme MartinsTodos os dias trazem a mesma história: No início da manhã temos congestionamentos e transportes públicos lotados no caminho para o Centro do Rio. No fim da tarde vivenciamos o mesmo martírio, dessa vez rumo à Zona Norte, à Zona Oeste e ao Grande Rio.

Uma rápida busca na internet confirma que os empregos cariocas estão muito concentrados no Centro e na Zona Sul da Cidade. É assim com os empregos antigos e também com as novas vagas que surgem.

Não é mera coincidência o fato de muitas vezes vermos vazia a pista que leva ao sentido contrário. Muito menos é o acaso que faz com que as composições do metrô que se dirigem ao lado oposto ao que vamos tenha sempre mais espaço livre.

Estamos todos indo para o mesmo lugar ao mesmo tempo. Assim, não há investimento em transporte que dê jeito, embora este deva sempre ser feito.

A culpa não é dos cariocas e muito menos dos que vêm de fora do Rio. Todos nós apenas buscamos nosso legítimo sustento. Acontece que a maioria de nós obtém esse sustento a partir do trabalho desenvolvido nos mesmos locais.

Falta planejamento e também um processo de fomento à geração de empregos em outros polos. Seria muito melhor se mais pessoas trabalhassem perto de casa. Agradaria a elas pelo aumento da qualidade de vida e aos empregadores pelo crescimento da produtividade e pela redução dos custos.

A Zona Oeste, a Zona Norte e a Baixada Fluminense podem e devem oferecer mais oportunidades profissionais para seus habitantes. O que falta é a infra-estrutura necessária para que empresas e indústrias se instalem nesses locais. Com a atividade econômica virá o setor de serviços.

O Poder Público municipal e estadual precisa atuar nesse sentido, dando condições para a geração de postos de trabalho fora do Centro.

Descentralizar é preciso.

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