O desembargador Siro Darlan, que atua no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), ficará suspenso de suas atividades por 180 dias.

A solicitação partiu da subprocuradora-geral da República Lindôra Araújo – que na semana passada já havia denunciado o desembargador por corrupção passiva – e foi acatada pelo ministro Luís Felipe Salomão, do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Siro é acusado de ter recebido, em troca de uma decisão judicial, R$ 50 mil. O caso é mantido em sigilo. Seu filho, Renato Darlan de Oliveira, além de mais 3 investigados, encontram-se em prisão domiciliar.

Além da decisão de suspender Siro Darlan de funções no TJRJ, Salomão também autorizou que seja realizada uma nova coleta de provas em relação às suspeitas envolvendo o nome do desembargador.

O ministro ainda solicitou a quebra de sigilo bancário de Siro no período de 2014 a 2020, do sigilo fiscal referente a 2019 e o bloqueio de bens, carros e imóveis.

“Há fortes e robustos elementos sobre a prática de crimes de corrupção e associação criminosa/organização criminosa pelo desembargador Siro Darlan de Oliveira, por meio de venda decisões judiciais durante os plantões presididos pelo magistrado no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro”, disse o ministro.

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