Desfila da Viradouro - Escola campeã do Carnaval 2020/ Foto: Reprodução

O Carnaval, maior festa popular do mundo, que movimenta bilhões de reais na economia fluminense e leva milhares de foliões as ruas da cidade, está ameaçada de não acontecer na data tradicional, geralmente no fim de fevereiro ou início de março, em função da pandemia do Coronavírus.

No entanto, mesmo com com blocos e escolas de samba afirmando que são desfilam sem a vacina contra a Covid-19, um grupo de sambistas, pesquisadores e pessoas ligadas a folia, já se articulam para ocupar a Marques de Sapucaí na data marcada, inclusive, com a permissão das autoridades sanitárias.

À Veja Rio, a pesquisadora e ex-subsecretária de Cultura do Rio, Rachel Valença, comentou quais serão as estratégias para viabilizar a realização dos desfiles.

Vamos criar uma comissão e procurar a Fiocruz para ver como podemos festejar no dia 16 de fevereiro. Se falarem que só pode ser com dez pessoas, vamos com dez pessoas. O que não pode é passar em branco”, diz a pesquisadora, que completa.

Era isso o que a Liesa deveria ter feito: procurado as autoridades sanitárias para ver de que maneira é possível fazer o carnaval, mas a visão da Liga é pragmática a monetarista”.

Algumas sugestões para um Carnaval com menos aglomeração já estão sendo discutidas pelo grupo, como a lavagem da Sapucaí pelas baianas com a participação do bloco Filhos de Gandhi e de casais de mestre-sala e porta-bandeira de todas as escolas, além de uma bateria composta por ritmistas das agremiações; desfile virtual nas quadras com transmissão pela TV e concurso de melhor exibição, nas noites de Carnaval; criação de sambas para esses desfiles.

Um concurso de fantasias de luxo dos destaques das escolas também está na lista das ideias para o Carnaval 2021 que, segundo Rachel, seria um “ato de resistência”, com todas as atividades sendo feitas exclusivamente por pessoas que apresentassem testes negativos da Covid-19. A data e o local, ela afirma, são “inegociáveis”.

Fundadora do Museu do Samba, Nilcemar Nogueira também faz parte do grupo de dissidentes que vai em busca de um respaldo científico para a realização da festa em 2021. “Ainda que haja adiamento do carnaval, é preciso comemorar de alguma forma na data tradicional, e no Sambódromo. As escolas não devem abrir mão disso”.

A Sebastiana, Associação Independente dos Blocos de Rua do Rio, também tomou a decisão de buscar diretamente os cientistas da Fundação Oswaldo Cuuz para começar a pensar o carnaval de 2021. “Não tem como fazer planos sem ouvir quem pode nos dar uma perspectivas e dados concretos. Não dá mais pra ficar no talvez”, diz Rita Fernandes, presidente da Sebastiana.

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