Despoluição da Baía de Guanabara irá valorizar imóveis na Ilha do Governador e Paquetá

Em entrevista ao DIÁRIO DO RIO, Alexandre Bianchini havia antecipado que a Águas do Rio tem um plano para despoluir a Baía de Guanabara

Ilha de Paquetá - Foto: Reprodução/Arruma Essa Mala

O Diretor Presidente da Águas do Rio, Alexandre Bianchini, em entrevista ao programa Jogo do Poder, na Rede CNT de TV, falou sobre os benefícios da despoluição da Baía de Guanabara, fato que ele já havia antecipado ao DIÁRIO DO RIO. Segundo ele, além dos benefícios ambientais e sanitários, a despoluição trará uma rápida valorização dos imóveis localizados nas áreas próximas, como Paquetá e a Ilha do Governador.

O diretor da Sérgio Castro Imóveis, Cláudio Castro, em entrevista ao jornal Diário do Porto, se mostrou cético em relação à promessa, mas concorda que, caso ela se cumpra, haverá valorização da região.

“Estamos cansados de falsas promessas de limpeza da Baía. Mas, se de fato acontecer, você vai ter valorização imediata de áreas como Jardim Guanabara, nas imediações do Iate Clube, Cocotá e Portuguesa na Ilha do Governador, além de toda a Orla de Paquetá”, disse.

Ele complementou ainda que caso Paquetá não tivesse passado por um processo de favelização, a despoluição da Baía transformaria o local em um paraíso.

Ao DIÁRIO, Bianchini explicou que há um plano para construir grandes coletores para evitar que o esgoto caia na Baía de Guanabara. Ele citou como exemplo a Lagoa de Araruama e disse que ela é encarada como um modelo reduzido da Baía de Guanabara.

Quando eu era moleque, eu ia muito a Iguabinha e aquela lagoa era uma piscina de tanto peixe. Eu sou de uma geração que viu essa lagoa morrer. Ela não tinha mais vida, não tinha mais pesca, turismo, não tinha mais nada. Virou uma grande lagoa de esgoto. Foi feito um grande cordão de isolamento, que é exatamente o mesmo projeto que nós temos que fazer na Baía de Guanabara nos próximos cinco anos, e retornou a vida da Lagoa de Araruama: a lagoa hoje está viva, está limpa, tem pesca, turismo, voltou a ser aquela lagoa de antigamente“, contou.

Ele ainda completou: “A gente olha para a Lagoa de Araruama como um modelo reduzido da Baía de Guanabara. O mesmo projeto que foi aplicado lá, vai ser aplicado aqui. Então, o efeito vai ser o mesmo. Esse cordão de isolamento corrige tudo? Não, mas ele melhora bastante as condições”.

Na entrevista, Bianchini também garantiu ao DIÁRIO que a prioridade da Águas do Rio é resolver problema da falta d’água.

Os investimentos em obras de esgoto são importantes sim, estão dentro do contrato, vão ser cumpridos, agora água é prioridade, é mais urgente. Então, de cara, é resolver o problema da falta d’água com a máxima urgência. Essas obras que estamos fazendo são para melhorar o abastecimento de água na Baixada Fluminense, das partes altas da Zona Norte, de São Gonçalo, de Magé, de Maricá, de Itaboraí, que tem abastecimento de água muito prejudicados. A gente precisa atacar e resolver isso com máxima urgência. E as obras de esgoto são obras mais lentas, mas com um prazo de contrato específico que vamos cumprir tranquilamente“, afirmou.

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