Manifestação de profissionais da Saúde por conta de salários atrasados - Foto: Reprodução/Internet

A crise na Saúde na cidade do Rio de Janeiro está perto de um fim. Ou, pelo menos, de uma ”pausa”.

Isso porque o Ministério da Saúde anunciou que vai liberar, nesta sexta-feira (13/12), R$ 150 milhões, a serem utilizados para pagamentos de funcionários que estão com salários atrasados. O montante é emergencial e foi acordado com a Prefeitura.

A verba corresponde a uma dívida da União com o município, referente a 23 unidades federais de saúde que foram municipalizadas entre 1994 e 2000.

No fim da tarde desta quinta-feira (12/12), as contas do município tiveram R$ 300 milhões confiscados após determinação do Tribunal Regional do Trabalho (TRT). Esse valor deve ser utilizado para o pagamento de salários atrasados de profissionais da Saúde.

Também na quinta, o município apresentou 35 contas, totalizando o montante de R$ 425 milhões. De acordo com a Prefeitura, elas poderiam ser bloqueadas para que os recursos sejam usados no pagamento dos salários atrasados.

”Indicar contas não é papel do Tesouro Municipal. Podemos mostrar todas elas, dar todos os números e informações sobre cada uma”, disse o subsecretário do Tesouro Municipal, Jorge Farah.

Por ora, greve continua

”A paralisação dos funcionários das Clínicas da Família só vai acabar quando colocarem nosso dinheiro na conta. Somos trabalhadores dignos. Não estamos pedindo aumento, ninguém está pedindo gratificação, só queremos nossos salários”, disse Lídia Bellusci, diretora do Sindicato dos Enfermeiros.

Paulo Pinheiro (PSOL), vereador e membro da Comissão de Saúde da Câmara Municipal, afirmou não ser possível saber, com exatidão, quanto a Prefeitura tem em caixa atualmente.

”Essa é uma grande preocupação. A Prefeitura, que alegava não ter dinheiro, resolveu hoje (quinta-feira) fazer o pagamento de metade do 13º dos estatutários. Parabéns à Prefeitura, mas ela ainda precisa fazer o pagamento dos outros, e não sabemos se o município tem em caixa o dinheiro necessário para isso. Essa é uma grande preocupação”, disse Pinheiro.

Profissionais da Saúde em ato contra o atraso de salários – Foto: Reprodução/Internet

Crivella diz que não há crise

Por incrível que pareça, apesar de todas as manifestações dos funcionários da Saúde e paralisação dos serviços, o prefeito Marcelo Crivella, através de um vídeo publicado nas redes sociais, afirmou ”não existir crise”.

”Não há crise, é falsa. Houve, sim, atraso de 1 mês, em alguns casos 2 meses, nas OSs, mas só nelas. Ontem já pagamos 5 mil agentes de saúde e técnicos de enfermagem. Todos estão com os salários em dia. A Prefeitura do Rio continua lutando arduamente para manter seu padrão de excelência, sem a menor preocupação com a exploração política, que, além de não ajudar em nada, torna a vida pública apenas medíocre, insensata e insensível.”

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