Dados do Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde (SIOPS), obtidos pelo DIÁRIO DO RIO, mostram que nos últimos 3 anos, a cidade do Rio de Janeiro perdeu muito investimento em saúde. Os repasses do Ministério da Saúde saíram de R$ 1469.245.630,89, em 2016, para 994.265,78378, este ano.

Perda de quase 500 milhões se deu por conta do corte das equipes e redução da produção informada

A redução na saúde da família, na atenção básica, foi de 70% para 53%. Mais de 300 equipes desta área tiveram suas atividades encerradas – eram 1271 e hoje são 979 equipes. Atualmente são mais de 130 grupos de saúde básica sem médicos. Diversos leitos médicos fechados nos últimos 3 anos.

Gráfico mostra como o dinheiro público vem sendo mal investido no Rio de Janeiro nos últimos anos

“Fazer gestão é fazer opções mesmo com a arrecadação de impostos crescendo a Gestão do Prefeito Crivella decidiu reduzir o percentual aplicado na saúde, com o corte das equipes de saúde da família e a redução dos serviços realizados a população. Com este corte errado, ele agravou a situação deixando de receber mais de 300 milhões de reais por ano do Ministério da Saúde, não gerando qualquer economia e sobrecarregando a rede hospitalar e de urgência“, opina Daniel Soranz, médico professor e pesquisador da Escola Nacional de Saúde Pública da FIOCRUZ.

Recentemente, o DIÁRIO DO RIO publicou uma matéria que mostra que falta o básico, como papel higiênico e esparadrapo nas clínicas da família da Cidade do Rio de Janeiro.

Especialistas consultados pela reportagem destacam que, embora seja uma área repleta de complexidades, para a saúde pública de um município como o Rio de Janeiro funcionar bem basta ter responsabilidade e compromisso com os recursos destinados ao setor.

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) destaca que:

A afirmação feita na demanda está equivocada, pois compara valores do ano inteiro de 2016 com oito meses de 2019, que é o período disponível até agora no Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde (SIOPS).

O valor citado na demanda de R$ 1.469.245.630,89 refere-se aos seis bimestres do ano de 2016 (janeiro a dezembro). Já o valor de R$ 994.265,783,78 refere-se apenas ao período correspondente aos quatro primeiros bimestres de 2019 (janeiro a agosto). Os valores de setembro a dezembro ainda serão somados a este parcial, até porque o ano de 2019 ainda está em curso.

Para ser correta a comparação 2016 x 2019, é preciso usar os valores do mesmo período de cada ano (janeiro-agosto/2016 x janeiro-agosto/2019). Comparar um ano inteiro com um ano parcial é um erro crasso.

Até o quarto bimestre de 2016 (janeiro a agosto), o valor correspondente é de R$ 961.667.774,96, menor, portanto, do que o valor de 2019 até o quarto bimestre.

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