Foto: Chorinho, Portinari (1942)

Nascido em meados do século  XIX, no Rio de Janeiro, o Choro é considerado o primeiro gênero musical urbana tipicamente brasileiro. E nesta quinta-feira, 23/04, comemora-se o dia nacional do choro.

O choro, popularmente chamado de chorinho [muitos chorões não gostam do termo, por acha-lo pejorativo], é um gênero de música popular e instrumental brasileira, que surgiu no Rio de Janeiro em meados do século XIX. As origens dessa música vêm da junção  do lundu, ritmo de inspiração africana à base de percussão, com gêneros europeus, como a polca e a valsa. Contudo, foi o jeito de improvisar de músicos brasileiros que tornou esse gênero coisa nossa.

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Provando sua carioquice, os primeiros conjuntos de choro surgiram por volta da década de 1870, nascidos nas biroscas do bairro Cidade Nova e nos quintais dos subúrbios cariocas. O flautista e compositor Joaquim Antônio da Silva Calado, os pianistas Ernesto Nazareth, Chiquinha Gonzaga, e o maestro Anacleto de Medeiros compuseram quadrilhas, polcas, tangos, maxixes, xotes e marchas, estabelecendo os pilares do choro e da música popular carioca virada do século XIX para o século XX, que com a difusão de bandas de música e do rádio foi ganhando todo o território nacional.

Pixinguinha, herdeiro maior dessa musicalidade, ajudou a consolidar o choro como gênero musical, levando o virtuosismo na flauta e aperfeiçoando a linguagem do contraponto com seu saxofone e organizou inúmeros grupos musicais, tornando-se o maior compositor de Choro. Não à toa, o Dia do Choro é celebrado no dia de seu nascimento, 23/04.

O que não faltam são grandes nomes desse gênero musical. Não daria para citar todos. Recentemente, falamos de um deles aqui no DIÁRIO DO RIO, Jacob do Bandolim.

https://www.youtube.com/watch?v=idA4uEJfk34

Na era de ouro do rádio eram os ótimos chorões quem acompanhavam as grandes vozes da época. Extrema qualidade musical.

O gênero teve uma retomada nas décadas de 1970 e 1980, com a presença de artistas de choro em festivais de música na TV, sobretudo na Bandeirantes, tendo Sérgio Cabral, o pai, como principal articulador da ideia.

Engana-se quem acha que o Choro acabou. Novas e velhas gerações mantêm a chama a acesa. A Casa do Choro, no Centro do Rio, é uma prova disso. A instituição vem fazendo, há alguns anos, um denso trabalho de realização e promoção dessa música brasileira, carioca. Nesta quinta, muitas apresentações serão realizadas nas redes.

Vida longa ao Choro!

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