Foto: Reprodução/Internet

A data 27/06 é o Dia Internacional do Diabético, criada com o objetivo de promover a conscientização da sociedade sobre a doença e as formas de tratamento. Atualmente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que cerca de 240 milhões de pessoas sejam diabéticas em todo o mundo, o equivalente a 6% da população e as projeções internacionais apontam um aumento em mais de 50% até 2015, atingindo 380 milhões de pessoas.

O Diabetes Mellitus (DM) é uma doença crônica que se caracteriza pelo aumento de glicose no sangue (hiperglicemia). ”Ao falarmos sobre DM, não podemos deixar de falar sobre a insulina. A insulina é um hormônio produzido pelas células beta-pancreáticas que tem como grande função o controle do transporte de glicose do sangue para o interior das células. Assim, se não produzimos insulina em quantidade apropriada, acumulamos glicose no sangue e desenvolvemos o diabetes mellitus”, explica Dra. Lara Bessa, endocrinologista do Grupo Fleury, detentor das marcas Felippe Mattoso e Labs a+ no Rio de Janeiro.

Atualmente, de acordo com a Associação Americana de Diabetes (ADA), a doença pode ser classificada em quatro tipos:

Diabetes Tipo 1: ocorre lesão autoimune de células pancreáticas produtoras de insulina, com queda em sua produção.
Diabetes Tipo 2: é a mais comum, relacionada principalmente com resistência insulínica. Assim, no início da doença, o pâncreas produz insulina, mas não na quantidade adequada, sendo necessário um aumento de produção a fim de manter o controle de glicose.
Diabetes Gestacional: aumento de glicemia que ocorre na gestação. Durante a gravidez, a placenta produz hormônios que dificultam a ação da insulina, assim o pâncreas da mãe tem que produzir uma quantidade maior de insulina para conseguir um controle adequado da glicose. Entretanto, algumas grávidas não conseguem aumentar a produção o bastante e ocorre hiperglicemia.
Outros tipos específicos de DM: diabetes monogênico (neste grupo, o desenvolvimento de DM está relacionado com uma alteração de um gene e, em cada subtipo, genes diferentes são afetados); diabetes relacionada a medicamentos; diabetes por doença do pâncreas exócrino (fibrose cística, pancreatite).


De acordo com a Dra. Lara, o diabetes tipo 2 normalmente é assintomático e por isso muitos pacientes acabam convivendo com a doença por anos antes de serem diagnosticados.

”Os sintomas ocorrem quando a hiperglicemia atinge níveis muito elevados (usualmente acima de 250 mg/dl), podendo causar aumento da sede, do volume de urina, da fome, perda de peso e mal-estar”, ressalta.

Diagnóstico e Tratamento
Para realizar o diagnóstico, o paciente deve apresentar dois exames alterados, com exceção de pacientes com sintomas de hiperglicemia e com glicemia aleatória > ou = 200mg/dl.

Segundo a endocrinologista, a base do tratamento do DM tipo 2 é a mudança de estilo de vida. ”O paciente deve ser orientado a ter uma alimentação equilibrada, com baixo consumo de ultra processados, praticar exercícios físicos regularmente (pelo menos 150 min/semana de exercício moderado) e perder peso, caso necessário”.


Adicionalmente, também deve-se instituir tratamento medicamentoso com utilização de remédios por via oral ou subcutâneos. ”Existem várias possibilidades de medicamentos e a decisão da terapêutica deve ser individualizada”, destaca a especialista.

Assista à entrevista de Rawlson de Thuin no programa ‘‘Mesa Viva”

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