Os Paralamas do Sucesso, uma das principais bandas nacionais de todos os tempos - Foto: Mauricio Valladares/Divulgação

Nesta segunda-feira, 13 de julho, comemora-se no Brasil o Dia Mundial do Rock, que, apesar do nome, é festejado somente em terras tupiniquins. Para celebrar a data, então, o DIÁRIO DO RIO lista para você 10 importantes bandas do cenário nacional, de estilos variados dentro do rock, fundadas no Rio de Janeiro ao longo dos anos. Confira, em ordem alfabética.

1 – Barão Vermelho (1981)

Acima, o Barão Vermelho ”clássico”, ainda com Cazuza; abaixo, a formação atual – Foto: Reprodução/Internet

Composta em sua formação clássica por Cazuza (voz), Frejat (guitarra), Dé Palmeira (baixo), Maurício Barros (teclado) e Guto Goffi (bateria), o Barão Vermelho viveu o auge do rock brasileiro nos anos 80, participando, inclusive, da 1ª edição do Rock in Rio, em 1985. De lá para cá, mais de 30 anos se passaram e a banda, que, depois de algum tempo inativa retomou as atividades em 2017, mantém somente 2 membros originais (Maurício e Guto), que são auxiliados por Rodrigo Suricato (vocais e guitarras), Fernando Magalhães (guitarra). Até hoje, são 13 álbuns autorais de estúdio e hits como ”Pro Dia Nascer Feliz”, ”Por que a Gente é Assim?”, ”Maior Abandonado”, ”Bete Balanço” e ”Por Você”.

2 – Biquini Cavadão (1985)

Biquini Cavadão – Foto: Reprodução/Internet

Composto originalmente por Bruno Gouveia (voz), Carlos Coelho (guitarra), Miguel Flores (teclado), Álvaro Birita (bateria) e André Sheik (baixo), o Biquini Cavadão lançou 7 discos autorais com essa formação, que durou até o fim de 2000. Posteriormente, Sheik optou pela saída do grupo e sua vaga foi preenchida somente com baixistas de apoio. Então, vieram mais 6 álbuns de estúdio. Em toda a carreira, o Biquini tem clássicos como ”Vento Ventania”, ”Zé Ninguém”, ”Janaína” e ”Dani”. A banda segue na ativa.

3 – Blitz (1982)

Respectivamente, a Blitz o início dos anos 80 e nos dias atuais – Foto: Reprodução/Internet

Assim como o Barão Vermelho, a Blitz, composta originalmente por Evandro Mesquita (voz e guitarra), Fernanda Abreu (backing vocal), Marcia Bulcão (backing vocal), Ricardo Barreto (guitarra), Antônio Pedro Fortuna (baixo), Billy Forghieri (teclados) e Lobão (bateria), também é conhecida por seu trabalho – que até podemos chamar de irreverente – nos anos 80. Com sucessos como ”Você Não Soube Me Amar”, ”Mais Uma de Amor (Geme, Geme)” e ”A Dois Passos do Paraíso”, a banda tem 6 discos de estúdio e, da formação clássica, somente Evandro e Billy se mantêm, sendo o grupo atual completado por Andréa Coutinho (backing vocal), Nicole Cyrne (backing vocal), Rogério Meanda (guitarra), Cláudia Niemeyer (baixo) e Juba (bateria), que adentrou à banda no lugar de Lobão ainda em 1982, ano em que a banda estreou, fazendo um show no Circo Voador, à época montado na Praia do Arpoador, na Zona Sul do Rio.

4 – Detonautas Roque Clube (1997)

Acima, o Detonautas com Rodrigo Netto e Tchello; abaixo, a formação atual, com Phil e Macca – Foto: Reprodução/Internet

Segundo a própria banda, o primeiro registro de fundação de um grupo musical através da internet, utilizando-se as salas de bate-papo. Tico Santa Cruz (voz) e Tchello (baixo) montaram o Detonautas Roque Clube, que viria a ser completado com Renato Rocha (guitarra), Rodrigo Netto (guitarra), Fábio Brasil (bateria) e DJ Cléston (percussão e programações). Com a formação clássica, o Detonautas lançou grandes hits como ”Quando o Sol Se For”, ”Olhos Certos”, ”Outro Lugar”, ”O Amanhã”, ”O Dia que Não Terminou”, entre outros. Em junho de 2006, porém, após o grande sucesso da banda no início dos anos 2000, uma fatalidade quase pôs fim ao grupo: o guitarrista Rodrigo Netto foi assassinado numa tentativa de assalto na Avenida Marechal Rondon, no Rocha, bairro da Zona Norte do Rio. Após passarem pelo abalo da tragédia, o Detonautas foi aos poucos conseguindo se reerguer e segue na ativa até hoje, lançando, ao todo, 6 álbuns de estúdio. Atualmente, a banda conta com Phil Machado e André Macca nos lugares de Rodrigo Netto e Tchello, que deixou a banda em 2013. Os demais integrantes são os mesmos.

5 – Forfun (2001)

Forfun – Foto: Reprodução/Internet

Composta inicialmente pelos amigos Danilo Cutrim (voz e guitarra), Vitor Isensee (baixo) e Bruno Tizé (bateria), o Forfun logo se transformou em quarteto com a chegada de Rodrigo Costa (baixo), passando Vitor para a guitarra-base. Além disso, Nícolas Christ (bateria) entrou no lugar de Tizé ainda nos primeiros meses de banda e foi essa a formação consolidada e clássica do grupo, principal nome da cena ”riocore” que fez sucesso na primeira década dos anos 2000 na capital fluminense. Em 5 álbuns autorais de estúdio, o Forfun começou exclusivamente como rock e foi mesclando estilos como reggae e rap ao longo do tempo. Entre os principais hits da banda em relação ao gênero citado na matéria, estão ”Hidropônica”, ”História de Verão”, ”Costa Verde”, ”Good Trip” e ”Cara Esperto”, todos presentes no disco ”Teoria Dinâmica Gastativa”, lançado em 2005. O Forfun encerrou as atividades em 2015.

6 – Kid Abelha (1981)

Kid Abelha com e sem Leoni – Foto: Reprodução/Internet

O Kid Abelha nasceu do namoro entre Paula Toller (voz) e Leoni (baixo) durante a época em que estudaram juntos na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Juntaram-se a eles, como formação clássica da banda, George Israel (saxofone) e Bruno Fortunato (guitarra). Em cerca de 35 anos de banda, foram 13 álbuns de estúdio e sucessos como sucessos como ‘‘Pintura Íntima”, ”Como Eu Quero”, ”Lágrimas e Chuva”, ”Fixação” e ”A Fórmula do Amor”.

7 – Los Hermanos (1997)

O quarteto barbudo intitulado de Los Hermanos – Foto: Reprodução/Internet

A PUC-Rio parece gostar de ”formar” bandas na cidade. Estudantes da referida universidade, Marcelo Camelo (voz e guitarra), Rodrigo Amarante (voz e guitarra), Bruno Medina (teclado) e Rodrigo Barba (bateria) montaram o Los Hermanos, que tinha ainda Patrick Laplan (baixo), que acabou saindo da banda em 2001 e participou de apenas 1 disco, homônimo ao grupo. Depois disso, o consolidado quarteto gravou mais 3 álbuns de inéditas e rodou o país com suas respectivas turnês. Em abril de 2007, porém, o Los Hermanos decidiu entrar em hiato por tempo indeterminado. Desde então, a banda nunca voltou completamente à ativa, mas num espaçado período de tempo costuma rodar o Brasil com turnês comemorativas – até o momento foram 3 (2012, 2015 e 2019). Entre as canções de maior sucesso, estão ”Quem Sabe”, ”Pierrot”, ”Todo Carnaval Tem Seu Fim”, ”O Vencedor” e ”O Vento”, além, é claro, da icônica ”Anna Júlia”.

8 – O Rappa (1993)

O Rappa com e sem Marcelo Yuka – Foto: Reprodução/Internet

Formado às pressas por Xandão (guitarra), Marcelo Lobato (teclado), Nelson Meirelles (baixo) e Marcelo Yuka (bateria) para abrir um show do cantor caribenho Papa Winnie no Rio de Janeiro, O Rappa se consolidou a partir de 1994, com a entrada de Marcelo Falcão (voz) e Lauro Farias (baixo), este assumindo o lugar que era de Nelson. Com 3 álbuns de estúdio lançados até então, a banda sofreu um baque em novembro de 2000, quando Yuka foi baleado numa tentativa de assalto e acabou paraplégico, ficando, assim, impossibilitado de tocar bateria. Com isso, Marcelo Lobato assumiu as baquetas e seu irmão, Marcos, virou tecladista de apoio da banda. Posteriormente, foram mais 3 discos de inéditas e, em toda a trajetória, hits como ”Vapor Barato”, ”Minha Alma”, ”O que Sobrou do Céu”, ”Mar de Gente” e ”Rodo Cotidiano”. A banda encerrou as atividades em 2018 após inúmeras divergências e problemas de relacionamento entre Xandão, Lauro e Lobato com Falcão.

9 – Os Paralamas do Sucesso (1982)

Os Paralamas do Sucesso – Foto: Reprodução/Internet

Formado em Seropédica, município da Baixada Fluminense, Os Paralamas do Sucesso é um trio composto por Herbert Vianna (voz guitarra), Bi Ribeiro (baixo) e João Barone (bateria). Em quase 40 anos de carreira, a banda tem 13 álbuns autorais de estúdio e certamente é uma das maiores da história do rock nacional. Entre os principais sucessos, estão canções como ”Meu Erro”, ”Alagados”, ”Lanterna dos Afogados”, ”Cuide Bem do Seu Amor”, ”Selvagem” e ”Aonde Quer que Eu Vá”. Figurinha carimbada do Rock in Rio desde a primeira edição do evento, em 1985, a banda passou por uma situação bastante difícil em fevereiro de 2001, quando um ultraleve pilotado por Herbert Vianna sofreu um acidente em Mangaratiba, na Região Metropolitana do RJ, vitimando sua esposa, Lucy, e deixando o músico paraplégico. Herbert, no entanto, conseguiu continuar tocando e cantando e a banda segue ativa e unida até hoje.

10 – Planet Hemp (1993)

Formação atual do Planet Hemp – Foto: Reprodução/Internet

Fechando a lista, o Planet Hemp, composto originalmente por Marcelo D2 (voz), BNegão (voz), Skunk (voz), Rafael Crespo (guitarra), Formigão (baixo) e Bacalhau (bateria). Assim como o Forfun e o Rappa, o Planet Hemp não se limita ao rock e sempre mesclou o estilo com outros, principalmente com o rap. Em relação às letras, o grupo, como o próprio nome já remete, tem um posicionamento forte e favorável à legalização da cannabis, sendo, com isso, acusado de fazer apologia ao uso de maconha, fato este que sempre gerou muitas polêmicas. Em sua história, são 3 álbuns autorais de estúdio e músicas famosas como ”Mantenha o Respeito”, ”Legalize Já”, ”Queimando Tudo”, ”Zerovinteum” e ”Contexto”. Atualmente, a banda faz shows esporádicos e tem Nobru Pederneiras (guitarra) e Pedro Garcia (bateria) nos lugares de Rafael e Bacalhau, além de inúmeros outros músicos que passaram pelo Planet Hemp ao longo dos anos, como Daniel Ganjaman (teclado), Black Alien (voz) e até mesmo o cantor Seu Jorge, que foi percussionista de apoio do grupo entre 1999 e 2000.



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