Arpoador - Voo Panorâmico na Cidade do Rio de Janeiro - Foto: Alexandre Macieira | Riotur

O mundo celebra hoje, 27 de setembro,u ma das datas mais importantes para o desenvolvimento da democracia, da humanidade e da sustentabilidade .Trata-se do “Dia Mundial do Turismo”, que em 2018 tem como temaa transformação digital. A Data foi escolhida pela Organização Mundial do Turismo e a cada ano,acontece num país diferente. Em 2018, a Hungria foi escolhida e se priorizou inclusive as startups , com um concurso mundial.

O Turismo prioritário é aquele que consegue inovar hoje, buscando mostrar o modus vivendi das populações e suas culturas,como forma determinante de melhorar a percepção individual do mundo e de suas características. A tecnologia é fator preponderante para se viajar com muito mais segurança e rapidez. Ela foi aos poucos permitindo que virtualmente pudéssemos conhecer os locais que vamos visitar, os meios de hospedagem onde vamos pernoitar e o transporte utilizado. Ela foi ajudando a melhorar as relações internacionais,com a concessão de visto on line e com os travel advisories, que indicam aspectos positivos e negativos de viagens internacionais, na opinião de cada país, para seus nacionais. Por outro lado, aumentou de forma decisiva a concorrência de prestadores de serviço e mudou para sempre as redes de distribuição. Podemos afirmar sem medo,que democratizou o turismo e gerou formas de deslocamento com preços super acessíveis. através de um novo modelo de venda .



O Brasil não tem sabido aproveitar muito bem o retorno do turismo, como forma de fazer uma revolução silenciosa de melhoria de qualidade de vida. Temos problemas pontuais como outros grandes destinos mas nos falta capacidade de gestão,de planejamento e sobretudo de vontade politica. Confundimos lazer da população local, com gastos enormes em shows, com eventos capazes de atrair turistas. A gestão é normalmente pouca criativa, com raras exceções e sem demonstrações reais de resultados. Nosso grande desafio é mudar a cabeça dos gestores públicos e privados e lotar a cabeça dos mesmos com vontade de inovar e de parar de reclamar o tempo inteiro. Fazem falta grandes incubadoras que possam pensar o “turismo”como um negócio diferente,inovador e carregado de interação com a comunidade,com os moradores das cidades, que acreditam só no aspecto glamoroso que costumam ver em cadernos de turismo e promoções e esquecem o papel desafiador do turismo,de melhorar a qualidade de vida das pessoas,gerar empregos e ser reconhecido como uma mola de desenvolvimento sustentável. Vamos aprender com pequenos negócios que souberam aproveitar a força das redes sociais,para trazer mensagens positivas e aumentar suas vendas.

Não precisamos de modelos engessados de secretarias,ministérios e empresas,que acabam virando um conjunto de entes sem verdadeira eficácia,que são carregados por uma iniciativa privada de turismo,que pouco sabe lutar e quer triunfar de forma individual. As associações de classe,além da defesa de seus associados tem a obrigação moral de colaborar com o desenvolvimento turístico.A transformação das estruturas publicas em grandes escritórios promocionais é a solução,junto com o fortalecimento dos conventions boureau, que demonstram não só resultados, como vão abrindo caminhos diferentes de sobrevivência.

Quebra mar da Barra da Tijuca – Voo Panorâmico na Cidade do Rio de Janeiro – Foto: Alexandre Macieira | Riotur

O turismo é nossa mola de sobrevivência e que felizmente passou a frequentar os programas políticos dos candidatos.O Brasil e seus entes federados não carecem de conselhos de turismo ou ainda legislações obsoletas mas de um modelo de planejamento flexível,que insira o turismo na discussão econômica,apoiada em dados estatísticos e com equipes técnicas que acreditem na verdade da atividade turística,que é mudar os rumos das economias locais.Menos propostas esdruxulas,discursos e mais trabalho.

Feliz dia mundial do turismo ….

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