Nesta quarta-feira, 02/12, comemora-se o Dia Nacional do Samba. Em decorrência da pandemia, a data contará com eventos virtuais em homenagem à memória e cultura do samba. A partir das 21:00h acontecerá a 5° Edição do Prêmio Machine Bastidores do Carnaval Carioca, uma premiação extraoficial que busca valorizar o trabalho dos profissionais invisíveis da Sapucaí.

Apesar de não fazer parte do calendário oficial, o Dia Nacional do Samba é a cara do carioca e sempre apresenta uma vasta variedade de eventos, como o tradicional Trem do Samba, este ano em formato on-line, conforme divulgado pelo DIÁRIO DO RIO. No canal do youtube do projeto Empodera Samba estará disponível o documentário “Em tempo de Pandemia o Povo do Samba Tem Empatia”. Além disso, as escolas de samba do Grupo Especial, Imperatriz Leopoldinense e São Clemente aproveitarão a data para divulgar as sinopses de seus enredos para o carnaval de 2021.

A Jornalista, doutora em Memória Social pela UniRio e autora do livro “Estrela que me faz sonhar – histórias da Mocidade”, resultado de sua pesquisa com foco em mulheres passistas das escolas de samba do Rio, Bárbara Pereira, fala sobre a representatividade do dia do samba:“A data é importante porque simboliza um conjunto de manifestações que envolvem a cultura do samba, como o canto e dança. O samba, no entanto, agrupa muito mais: culinária, ancestralidade e sociabilidade são alguns dos diversos elementos que compõem essa expressão cultural genuinamente brasileira. A dança do samba, por exemplo, foi – e continua sendo – moldada a partir das inúmeras danças apresentadas por homens e mulheres que vieram forçadamente da África e aqui reconstruíram seus laços de sociabilidade misturando a diversidade de expressões corporais existentes naquele continente e também os rituais existentes nas religiões de matriz africana. A dança do samba, portanto, não se dissocia da música. A expressão corporal existe porque há música e a música se “materializa” em corpos dançantes.”

Mas em tempo de pandemia a data também ganha um ar de incerteza, já que a previsão de realização do carnaval carioca, ainda que planejada para junho de 2021, encontra-se na dependência da vacina contra à Covid-19. Apesar da retomada gradual dos eventos nas quadras, o clima ainda é de indecisão para os sambistas.

Tradicionalmente, no dia 02/11, acontece na Cidade do Samba, a primeira audição dos sambas de enredo para o próximo Carnaval. Em nota oficial divulgada na tarde de hoje, a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro, Liesa, lamenta o momento e a impossibilidade de comemoração nos moldes que ocorrem todos anos. Ao final de seu texto, a liga diz: “Façamos neste Dia Nacional do Samba uma grande mentalização, elevando nossos pensamentos em preces e energia para que a Ciência encontre a solução que o mundo inteiro espera. Já reservamos uma data, inclusive, para comemorar esta grande virada: Julho de 2021.Viva o Samba!”

É com este sentimento de esperança que o Prêmio Machine Bastidores do Carnaval Carioca estará homenageando os trabalhadores que atuam por trás da passarela do samba. Criada em 2016, a premiação é uma homenagem à José Carlos Farias Caetano, conhecido como o síndico da passarela. Com diversas categorias como preparação de desfile e serviços, o evento terá como homenageada especial a carnavalesca Rosa Magalhaes.

A premiação será transmita pelo facebook, pelo youtube e pelo site do Prêmio Machine. A organização do evento informa que as gravações foram realizadas no dia 10/10 mantendo todos os protocolos de segurança.

O DIARIO DO RIO elaborou uma lista com 9 sambas que falam da cidade. Estrela de Madureira (Acyr Pimentel / Cardoso), Alvora (Cartola) e Aqueles Morros (Bezerra da Silva) estão entre os sambas escolhidos. Escute e nos diga quais outros sambas deveriam entrar na lista do DIÁRIO DO RIO.

Costa do mar, do Rio, Carioca, da Zona Sul à Oeste, litorânea e pisciana. Como peixe nos meandros da cidade, circulante, aspirante à justiça - advogada, engajada, jornalista aspirante. Do tantã das avenidas, dos blocos de carnaval à força de transformação da política acreditando na informação como salvaguarda de um novo tempo: sonhadora ansiosa por fazer-valer!

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