A violência sexual atinge crianças e adolescentes de todas as idades e classes sociais, infelizmente ontem, justamente no dia de nacional de referência ao combate à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, o Dário do Rio noticiou um levantamento da Secretaria Municipal de saúde, que constatou o aumento em 50% dos números de casos sofridos por crianças de 0 a 9 anos de idade, durante a pandemia em nossa cidade.

Não temos nenhum motivo para comemorar, segundo o mesmo levantamento, a maioria dos casos acontecem com meninas, e de cada 10 crianças que sofreram agressões, 7 foram dentro de suas próprias casas, ou seja, os agressores e abusadores são pessoas próximas e de convívio constante com a criança.

É urgente que o Estado brasileiro desenvolva campanhas e mecanismos de proteção e prevenção, segundo dados da ONG Childhood pela proteção da infância, fundada pela rainha Silvia da Suécia, que é brasileira, somos o quarto país no mundo em casamentos infantis, durante o ano de 2018 recebemos 60 mil denuncias de pornografia infantil na internet, cerca 70% das 527 mil pessoas estupradas anualmente no Brasil são crianças e adolescentes, mais de 50% das crianças sexualmente abusadas tem entre 1 e cinco anos e o mais preocupante desses números absurdos, estima-se que menos de 10% dos casos de violência sexual contra crianças e adolescentes sejam denunciados as autoridades competentes.

É muito importante que esse tema seja discutido, a ausência de debate facilita a vida do abusador, é tarefa de toda a sociedade brasileira colocar o dedo nesta ferida, debater, identificar e denunciar, toda criança merece ser criança e estar protegida, levar uma vida normal, com garantias de direitos e livre de agressões.

Fique atento aos seguintes comportamentos, eles podem identificar casos de assédios ou agressões:

  • Mudanças bruscas de comportamento sem explicação aparente.
  • Mudanças súbitas de humor, comportamentos regressivos e/ou agressivos, sonolência excessiva, perda ou excesso de apetite.
  • Baixa autoestima, insegurança, comportamentos sexuais inadequados para a idade, busca de isolamento.
  • Lesões, hematomas e outros machucados sem uma explicação clara ou coerente de como aconteceram.
  • Doenças sexualmente transmissíveis.
  • Fugas de casa e evasão escolar.
  • Medo de adultos estranhos ou conhecidos, de escuro, de ficar sozinho e de ser deixado próximo ao potencial agressor.

Lembre-se, acontecem em todas as classes sociais, muitas vezes embaixo de nosso próprio nariz, fique atento, em caso de suspeita procure imediatamente ajuda especializada.

2 COMENTÁRIOS

  1. (VALE ESSE TEXTO, POR GENTILEZA, DESCONSIDERE O OUTRO COMENTÁRIO).
    Só achei estranho em colocar “Diário de um padrasto….” Esse título refere-se mesmo que indiretamente, que os padrastos são os culpados ou em sua maioria responsáveis por esses absurdos que vem acontecendo? Caso sim, o autor deveria se atentar que inclusive mães e madrastas tem feito coisas que ultrapassam nosso entendimento e nossa compreensão de tão bizarras. Temos que ter cuidado com as palavras, pois a narrativa sugestiva tem sido usada muito para induzir as pessoas para um caminho preconceituoso e nocivo, embora acredito que o autor não queira passar isso, mas olhando o texto é isso que passa.
    Enfim… só uma sugestão para combater esse mal de forma mais perceptiva e que todos entendam logo na leitura do título.

  2. Só achei estranho em colocar “Diário de um padrasto….” Esse título refere-se mesmo que indiretamente, que os padrastos são os culpados ou em sua maioria responsáveis por esses absurdos que vem acontecendo? Caso sim, o autor deveria se atentar que inclusive mães e madrastas tem feito coisas que ultrapassam nosso entendimento e nossa compreensão de tão bizarras. Temos que ter cuidado com as palavras, pois a narrativa sugestiva tem sido usada muito para induzir as pessoas para um caminho preconceituoso e nocivo. Vide que mesmo o Comunismo tendo matado milhões na Rússia, Croácia, Lituânia e etc, etc, etc, tem gente que ainda acredita nisso.
    Enfim… só uma sugestão para combater esse mal de forma mais coerente e responsiva.

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