Rua Dias Ferreira no Leblon (Foto: Reprodução TV Globo)

Aglomeração de pessoas, ruas lotadas, confusão e total despreocupação com uma doença em escala global que já matou mais de 150 mil pessoas só no Brasil, esse é o cenário que pode ser encontrado, principalmente aos fins de semana, na Rua Dias Ferreira, no bairro do Leblon, o mais nobre da Zona Sul carioca.

Entre as muitas regras que são infringidas por donos de bares e clientes que se amontoam sem o uso de máscaras pelos cantos da via, um detalhe tem chamado atenção nas últimas semanas, o trecho tem sido cada mais frequentado, não só por pessoas que moram na região e adjacências, mas por cariocas e turistas que sentem atraídos por toda polêmica em que esse pedaço da cidade se envolveu recentemente e pela falta de empatia das pessoas que ali se divertem como se não houvesse amanhã (e pode não haver mesmo).

A cada final de semana, vídeos e mais vídeos circulam pela internet mostrando um estilo de vida kamikaze de jovens e adultos que, aparentemente, não veem mal em tomar um choppinho e jogar conversa fora até altas horas da madrugada, mesmo com o consumo de bebidas alcóolicas proibido após às 22h em áreas externas (como as ruas), segundo decreto da Prefeitura e do Governo do Estado.

Mesmo com esse enredo absurdo, a Rua Dias Ferreira tem ficado cada vez mais cheia, gente que nunca tinha colocado os pés nela, agora querem conhecer esse lugar que aparece sempre nos jornais, seja sendo alvo de matérias condenando o comportamento e a falta de consciência dos frequentadores, ou por barracos protagonizados pela “high society” carioca da Zona Sul.

Desde o quando o Poder Público autorizou a abertura de bares e restaurantes (um dos setores mais afetados pela pandemia, diga-se de passagem) diversas regiões do Rio tem registrado aglomerações e desrespeito as medidas de segurança no combate ao Coronavírus, portanto, não é exclusividade do Leblon.

Contudo, a Dias Ferreira, pela exposição na mídia, e por se tratar de uma área rica e nobre da cidade, o que, teoricamente, deveria conferir aos residentes um nível de instrução e consciência maior, vem consolidando o título de ‘Ponto Turístico’ do Rio durante a crise gerada pela doença. Muitos já escolheram a via como point para celebrar a vida. infelizmente, 11.406 pessoas (número de mortos na capital fluminense até esta segunda-feira (13/10) não tiveram essa oportunidade.



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