DIVORCE, comédia ácida e esguia, em episódios rápidos

Se você for julgar a série da HBO “Divorce” pelo título, vai entender que ela é não é uma série de muitas firulas. A história aqui é mesmo sobre um divórcio.



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E um divórcio como muitos que acontecem por aí. Frances e Robert eram casados, até que um dia o casamento acaba, assim, de repente. Uma insatisfação geral leva a um caso extraconjugal, e aí o inevitável acontece. Mas um divórcio é um processo doloroso, confuso, e sempre surpreendente. Ele não acontece de uma vez só. Ele vai acontecendo. E assim, nesse andar da carruagem, é que nós vamos conhecendo os nossos personagens principais.

Comédia ácida e esguia, em episódios rápidos de trinta minutos, “Divorce” é uma série que não tem medo de ir aonde outras séries sobre “problemas de relacionamento” nunca vão. Se você já passou por alguma grande separação na sua vida, algumas das cenas de “Divorce” com certeza vão ser dolorosas de assistir. E apesar da série ter bastante cenas engraçadas, o processo vai se cumprindo mais ou menos como se espera: da pior maneira possível.

O casal sofre, as crianças sofrem, os amigos sofrem. O ódio começa a crescer em ambas as partes. E o processo burocrático da separação é exaustivo, e financeiramente brutal. E todas as pessoas envolvidas se veem, eventualmente, tendo que tomar algum partido nas brigas conjugais. Mais do que trocar as fechaduras e botar toda a vida em malas, depois do divórcio, a grande pergunta que a série propõe é: para onde vamos depois que o amor acaba?

A criadora de “DIVORCE”, a inglesa Sharon Horgan, já tem alguma experiência com esse tipo de conteúdo, de encontrar comédia em situações amorosas simplesmente catastróficas.

“Catástrofe” foi a série que lançou Horgan para o mundo. Ela produziu, escreveu e protagonizou essa série inglesa sobre um casal de estranhos que, depois de uma noite, acabam grávidos.

Mas o diferencial de DIVORCE tem nome, sobrenome, e até nome do meio: Sarah Jessica Parker. Em “Divorce”, a atriz, que ficou eternizada como a Carrie de Sex and the City, volta para HBO. Depois de 94 episódios e dois longa metragens de “Sex and The City”, Parker achava que não voltaria para a televisão tão cedo. Mas o casting dela foi essencial para fazer a série funcionar. Afinal, a personagem “Frances” poderia muito bem ter sido um dos caminhos que Carrie Bradshaw poderia ter tomado depois do final de “Sex and The City”. Afinal, como é que a solteira mais icônica de Nova Iorque, anos depois lidaria com um divórcio?

Mas se a Sarah Jessica Parker é o centro emocional da trama, é a química com o seu ex-marido, interpretado pelo Thomas Haden Church, que cria as situações de comédia mais claras da série.

E Thomas Haden Church parece também se inspirar em uma de suas performances mais famosos para fazer o “Robert” em Divorce. Afinal, o papel mais famoso do ator, até hoje continua sendo o de Jack em “Sideways” – um filme que parece existir no mesmo universo de gente rica, branca, e deprimida que “Divorce”.

Mas, se a primeira temporada era demasiadamente deprê, boas doses de esperança e otimismo foram adicionadas ao decorrer dos episódios da segunda, e da terceira temporada – que acabou de terminar.

Com seis episódios, a 3a temporada de “DIVORCE” é a sua ultima. Acaba sendo uma despedida doce e melancólica para a série que reafirma uma das ideias que estava presente lá no comecinho. Que de vez em quando, mesmo depois do término, existem pessoas que nunca  saem das nossas vidas por completo.

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