Reprodução: Congresso

O deputado federal e ex-policial militar, Daniel Silveira (PSL-RJ), preso, na última terça-feira (16/02), por divulgar um vídeo no qual defende o AI-5, e a destituição de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), recebeu 60 sanções disciplinares, segundo um processo administrativo da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro.

Na ficha policial de Daniel Silveira consta que ele tinha “mau comportamento”, o que levou a ficar 26 dias presos e 54 detido – quando a detenção ocorre em casos menos graves. A prisão, por sua vez, ocorre por transgressões mais graves. Segundo o documento da PM, o deputado recebeu ainda 14 repreensões e duas advertências, “ficando cristalina sua inadequação ao serviço policial militar“.

O processo administrativo aberto pela Polícia Militar contra Daniel Silveira apurava suspeitas de: conduta irregular; e ato que afeta a honra pessoal, o sentimento do dever, a honra policial militar e o decoro da classe. De acordo com o documento, no curto período que Daniel ficou na corporação, ele demonstrou “ausência de compromisso e incompatibilidade ao serviço policial militar“. O processo foi arquivado pela PM, em 2019, quando Daniel Silveira se licenciou ao ser eleito deputado federal.

O boletim interno da PM, de julho de 2019, destacou ainda outro desvio de conduta por parte do ex-PM: uma postagem do então policial militar em uma rede social. “Na medida em que postou vídeos em sua página pessoal da rede social Facebook, com comentários ofensivos e depreciativos em desfavor de integrantes da imprensa nacional de uma forma geral, em alguns deles durante a execução do serviço, fardado e no interior da viatura, erodindo preceitos éticos em vigor da Polícia Militar e repercutindo negativamente a imagem da corporação“, diz o documento.

Decisão judicial

Em 2010, Daniel Silveira foi reprovado pela Polícia Militar em sua pesquisa social. A reprovação para o seu ingresso na PM se deu porque ele não cumpriu requisitos como ter boa conduta social e não haver praticados atos considerados incompatíveis com a honra do policial militar.

Na época, Silveira, que trabalha como cobrador de uma empresa de ônibus em Petrópolis, na Região Serrana do Rio, era investigado pela Polícia Civil pela suspeita de furto do carimbo de uma médica para fraudar atestados.

Daniel Silveira acabou entrando na corporação, em 2013, por meio de uma decisão judicial, que garantiu seu ingresso na PM do RJ. Em 2014, o caso foi arquivado pela Justiça.       

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