A rede de lojas First Class resolveu protestar contra os reajustes de aluguel que considera altíssimos, levados a termo pelos Shopping Centers. Tem mudado de pontos, por conta da enorme diferença e da alegada dificuldade de negociar os reajustes com a administração dos empreendimentos.

O DIÁRIO DO RIO publicou, neste domingo, 03/10, que a loja de cama e mesa First Class promoveu um protesto contra o que a rede considera serem aumentos abusivos de aluguéis por parte dos Shopping Centers, até mesmo durante a pandemia. O protesto ocorreu na Barra da Tijuca, e também nas redes sociais. Horas depois de a matéria ser publicada, os cartazes de protesto colocados pela First Class foram arrancados por funcionários do Downtown, como mostra o vídeo:

De acordo com informações obtidas pelo DIÁRIO, a First Class foi consultar o Downtown sobre se poderia fazer um tapume com os cartazes de protesto. O Downtown não autorizou, porque, de acordo com o shopping, isso não é permitido pela convenção, e é sujeito a multa.

Segundo a First Class, a simples mudança de ponto, de uma loja para outra, dentro do downtown, baixou seus custos com aluguel de R$ 36.000,00 para R$ 8.000,00, uma diferença de impressionantes 450% nos custos de ocupação da loja. A diferença chocou os internautas. Para a instagrammer @ana_csrs, “Vai ficar com o espaço vazio, porque levará mais tempo para arrumar outro para alugar do que se reduzisse o valor. Negociação é tudo. Pensou no curto prazo! Se todos fizessem isso que a FirstClass fez não teríamos tantos abusos. Apoiado e quem é cliente, vai continuar sendo. Independente do local“.

André Luis Barros, um colaborador da First Class, disse no facebook que “Não é algo contra o Downtown, mas, contra todos os shoppings! Estamos infelizmente tendo que colocar várias ações judiciais…“. A rede de lojas foi inundada de comentários de apoio por conta de seus consumidores, tanto no Facebook quanto no Instagram. O perfil oficial da rede no instagram foi bem mais direto: “Essa é uma resposta da marca a esse abuso e total falta de sensibilidade dessa indústria chamada Shopping Center!!“.

O Downtown informou por meio de nota ao DIÁRIO DO RIO, que não funcionaria “como um modelo de shopping center. Trata-se de um condomínio, onde a negociação das lojas é livre entre proprietários e locatários. O Downtown não tem nenhum envolvimento nesse procedimento e nem atua, em hipótese nenhuma, com administração de imóveis. Informamos que o Downtown não possui nenhuma conduta e nem interferência nesse tipo de situação. Solicitamos que essa informação seja corrigida, de forma que os leitores tenham a informação correta sobre o caso. A First Class, por não concordar com o reajuste de aluguel feito por um proprietário, está se mudando da loja atual para uma outra dentro do próprio Downtown. Isso reforça que se trata de uma questão particularizada do proprietário com o locatário e que não há problema algum com o Downtown, onde a própria First Class optou por ficar, em uma outra loja”.

Apesar da nota, os funcionários flagrados retirando a adesivação dos tapumes que continham os protestos da First Class trajavam uniformes do Shopping, onde se lia “manutenção”.

Situação semelhante teria ocorrido em mais dois shoppings do Rio.

1 COMENTÁRIO

  1. Os shoppings têm essas políticas hipócritas de impedir a disseminação da informação de fracassos. Uma pessoa que fecha o ponto não pode informar que fechou, que está saldando estoque por falência. Fracassar no meu shopping? “Impossível!”.

    Por outro lado são reflexos dos nossos tempos atuais: rede social apenas com fotos positivas – nunca uma foto na fila da lotérica pra pagar uma conta… nunca uma foto da light cortando a luz de casa. Enfim…

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