Dr. Jairinho - Foto: Gabriel Monteiro

O vereador Dr. Jairinho foi expulso do Conselho de Ética da Câmara dos Vereadores do Rio no fim da tarde desta quinta-feira (08/04). A votação no conselho foi unânime. Os vereadores também decidiram requisitar ao Judiciário os autos da investigação que determinaram a prisão para uma “possível representação contra o parlamentar”.

Preso pela morte do enteado, o menino Henry Borel, Jairinho já havia sido expulso de seu partido, o Solidariedade, e teve o salário na Câmara cortado. Ele também pode ter o mandato suspenso. O regimento da Casa prevê que, a partir da prisão, vereadores passam a não receber os vencimentos enquanto estiverem na cadeia e que a partir do 31º dia preso, os parlamentares são formalmente afastados do mandato.

Em nota, a Câmara informou que, “embora inexista, até o momento, representação formulada no Conselho de Ética [da Câmara], será dada toda celeridade que o caso exige“.

Henry faleceu no último dia 08/03. O menino, de 4 anos, foi encontrado morto por volta das 03h30 no apartamento da mãe, Monique Medeiros da Costa e Silva, esposa de Jairinho. Embora o caso ainda esteja sendo investigado, a Polícia Civil do Rio de Janeiro descobriu, por exemplo, que o vereador costumava agredir a criança com chutes e golpes na cabeça e que Monique sabia disso pelo menos desde fevereiro. Na manhã desta quinta-feira (08/04), o casal foi preso por atrapalhar as investigações, segundo a polícia.

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