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FUNDO DO POÇO

Não olhe para o abismos, Nietzsche,
não olhe para dentro dele não,
pois eu sei, meu irmão
Freddy, pode ter uma coisa
uns zóinhos vermelho olhando
pra você também.

olhe só e tão somente
para o fundo do poço,
chore sobre ele para
preenchê-lo.

com todas as nossas
agrurias da
humanidade…

(D.R. Rio, 05/2021)

SPELLING MY WHISKEY

Quando me pego assistindo westerns e
Lembro das narrativas que ela me contava de ex-marido.
Quando me pego beijando meu whisky.
E sentindo os aromas dele possíveis,
Me lembrando dos seus aromas doces e ocres e quentes que me enchiam de tesão. 
Só me remeto a uma singular ocasião
A que você provou do meu whiskey em meu sofá e adormecida como um bebê,
Com certeza, não sonhou com ele não.

(D.R. Rio, 11/2018)

GABRIELA

eu não queria existir,
eu não pedi para existir,
eu nem fodi para “mim” nascer,
eu nem quero resistir.

pai, mãe, eu não pedi para existir,
eu preferia não ter existido,
meus átomos que não 
estivessem aglomerados,
mas sou obrigado a resistir,

muito embora, não pedi para
existir, costumo a resistir.

é um inferno de Dante na terra,
eu “prefereria” estar enterrado e
não nascido agora,
preferia não existir.

Oh, mundo feio, óh vida
Oh céus, ó azar,
hey Lip!

Eu não preferi nascer,
mas agora sou obrigado
a renascer, maldita fenix,
o inferno tem bastante lava,
nem sobra cinzas.

Eu não escolhi existir, mamãe,
a escolha foi de vocês,
mas agora aguenta esse
meu sofrimento de existir.

Eu preferia ter nascido confete,
“glitter” ou purpurina, nem tão macho
assim,
um átomo no caos, na terra,
no espaço sideral do último
buraco negro do universo,
ou supernova.

Gabriela!… eu nasci assim,
eu fui sempre assim.
Gabrieeela!

(D.R. Rio, 04/2021)

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