Faltando menos de um ano para as eleições municipais do Rio de Janeiro, apenas duas candidaturas já se despontam como certas:

E as outras? Estas sem complicam devido as alianças dos partidos, por exemplo, PCdoB, PDT e PSB tem uma aliança com o PRB, mas todos querem lançar candidato próprio. Apesar de Jandira Feghali (PCdoB) e Wagner Montes (PDT) estarem bem nas pesquisas eleitorais (mas pesquisa agora sempre favorece os mais conhecidos). Aqui pode acontecer de um partido apoiar o outro, mas é quase impossível.

O PT ainda tem de escolher seu candidato entre Alessandro Molon, Benedita da Silva e Edson Santos. Apesar do leitor do Diário do Rio, C. Henrique, achar que independente da escolha o candidato do PT será o futuro prefeito, tenho de discordar, eles dependem muito do apoio de Lula e esse, bem, ele tem uma base aliada enorme e no Rio inclui o Crivela, Jandira, Wagner Montes e o PMDB. Será que Lula desprezaria isso para apoiar um candidato de seu partido? Conhecendo o perfil de Lula, não, ele não faria. Fora que o eleitor de esquerda poderá escolher Chico Alencar, muito mais simpático para eles, a exceção é Benedita que tem um eleitor evangélico.

O PV vai de Sirkis, o verde que se diz de esquerda defende plataforma de direita e reclama de coisas que ele deixou de fazer.

O PSDB? Não vai de Andrea Gouvea Vieira, fica entre o ex-vice prefeito Otávio Leite e Luiz Paulo Correa Rocha. Mas o partido enfraqueceu muito com a saída de Eduardo Paes. Ainda por cima não deve permitir que os traidores Guaraná, Patricia Amorim e Luiz Carlos Ramos saiam candidatos, logo haverá uma perda descomunal de votos.

PMDB deve apoiar DEM, candidatura de Eduardo Paes virou água

De acordo com a coluna Panorama Político, do O Globo:

O diretório municipal do PMDB do Rio apresentará renúncia coletiva hoje. O presidente regional, Anthony Garotinho, nomeará uma comissão interventora composta pelo presidente da Alerj, Jorge Picciani, pelos deputados federais Leonardo Picciani e Eduardo Cunha, pelo senador Paulo Duque e pelo chefe da Casa Civil, Régis Fichtner. O ato faz parte do acordo para manter a filiação do secretário de Turismo, Eduardo Paes, desde que ele desista de ser candidato à prefeitura. Não está descartado que Paes venha a ser indicado para vice de Solange Amaral (DEM). Neste momento, o mais cotado é o deputado Marcelo Itagiba.

Ou seja, Eduardo Paes, que fez a malandragem de deixar o PSDB para ter uma candidatura a prefeito mais fácil, vê sua carreira política em perigo. Ele era Secretário Geral Nacional do PSDB, um dos partidos mais importantes da República e se torna uma figura desprestigiada no PMDB do Rio de Janeiro. Ainda corre o risco de seus aliados vereadores nem sairem candidatos…

Quanto a possibilidade dele vir a ser vice de Solange Amaral, claro que pode acontecer, mas Marcelo Itagiba ou Leonaro Picciani vão deixar isso fácil.

Só para lembar Paulo Duque e Régis Fichtner são bastante ligados a Sergio Cabral, que já dá sinais que apoiar Paes não vale o desgaste sofrido na sua base.

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