Eduardo Paes

Se o PT saiu como grande derrotado no Brasil, no Rio de Janeiro não há ninguém que deva se sentir mais derrotado que Eduardo Paes (PMDB). Apesar da sopa de letrinhas que apoiava seu candidato Pedro Paulo, do uso da máquina pública (seu partido é governo no município, no estado e na União), do imenso tempo de Tv, de uma eleição logo depois de uma Olimpíada de sucesso, foi derrotado.

E a derrota não acabou aí, seu partido, o PMDB, perdeu 8 cadeiras para vereador, caindo de 18 para 10. Além disso, dois dos políticos mais ligados a ele, Alex Costa (PTB), ex-subprefeito da Barra e Jacarepaguá, com 13.272 e Bruno Ramos (PMDB), ex-subprefeito do Centro, com 9.222 votos, não conseguiram se eleger. O que dificulta bastante onde colocar tanta gente que flutuava ao redor de Paes.

A vitória de Pedro Paulo era a garantia para Paes de sua candidatura para governador em 2018, que ele não esconde de ninguém. E para lançar o PePa, como ficou conhecido nesta reta final, ele passou por cima de Jorge Picciani, de Sérgio Cabral, do marqueteiro, dos aliados de outros partidos, todos que diziam que o ideal era lançar outro candidato. Inclusive, foi essa insistência de manter Pedro Paulo, um dos motivos de ter levado Carlos Osório para o PSDB, onde quase ficou com 10%. Mesmo assim lançou Pedro, com sua denúncia de agressão a esposa que certamente o fez perder os poucos mais de 64 mil votos que o distanciaram de Freixo.

Paes passa então a necessitar convencer o PMDB que ainda é um candidato viável, especialmente sem a máquina municipal e até a estadual, que está quebrada. E ainda viu surgir 3 nomes no espectro da direita nessa eleição, Carlos Bolsonaro (PSC) que teve mais de 100 mil votos nessa eleição e, ao que dizem, é um nome muito mais preparado que de seu irmão Flávio Bolsonaro (PSC) que teve 14% dos votos, terminando em 4º lugar, com menos de 20 segundos de Tv. O próprio Indio da Costa (PSD) que terminou com quase 9%, em uma eleição que não contava com apoio de quase ninguém (exceção a este veículo) e o próprio Carlos Osório (PSDB) que terminou praticamente empatado com Indio e com os mesmo problemas do outro candidato. Isso sem contar o próprio nome de Cesar Maia (DEM) que pode surgir como uma nova via, e atrapalhar de vez seu antigo pupilo.

O futuro ex-prefeito deve se recolher em 2017 e ir para os EUA estudar e até ter um merecido descanso, governar o Rio por 8 anos, fazer uma Copa, um encontro da Juventude, um Jogos Militares e uma Olimpíada não é mole. Mas é bom pensar no que quer para a política, porque no momento o cenário é muito complicado.

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