Wilson Witzel, governador do RJ afastado do cargo - Foto: Wilton Júnior/Estadão

Concorrentes de Wilson Witzel (PSC) nas eleições para governador do Rio de Janeiro em 2018, o ex-prefeito Eduardo Paes (DEM), o vereador Tarcísio Motta (PSol) e o senador da República Romário (Podemos) utilizaram suas redes sociais para criticar o chefe do Poder Executivo Estadual, afastado do cargo após determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ) na manhã desta sexta-feira (28/08).

Pré-candidato à Prefeitura do Rio nas eleições deste ano, Eduardo Paes, 2º colocado no pleito estadual de 2018, postou a foto de um Kinder Ovo aberto em seu story no Instagram e escreveu ”Eu avisei”, dando a entender que não há surpresa no problema enfrentado por Witzel.

Tarcísio Motta, que ocupou o 3º lugar no primeiro turno das referidas eleições, criticou o ”bolsonarismo” e a ”manipulação da fé do povo”, o que considerou essenciais para Wilson Witzel chegar ao cargo: ”Witzel afastado. Mais uma prova de que o bolsonarismo usou o discurso anti-corrupção para ganhar votos enquanto repetia as mesmas práticas. A gente tentou evitar isso, mas a manipulação da fé do povo impediu que parte da sociedade enxergasse onde estava a mudança de fato.”

Romário, por sua vez, que ficou na 4ª colocação no pleito para governador, fez coro a Paes no quesito ”eu avisei” e disse estar com suas consciência tranquila: ”STJ afasta governador Witzel do cargo por suspeitas de irregularidades na saúde. Em plena pandemia, quando os governantes deveriam estar focados em salvar a população. O estado do Rio de Janeiro merecia um histórico melhor. Inclusive, eu avisei. Tô com a minha consciência tranquila.”

Afastamento de Witzel e prisão de Pastor Everaldo

A mando do STJ, Wilson Witzel foi afastado por 180 dias do cargo de governador do Rio de Janeiro devido a suspeitas de irregularidades cometidas durante o enfrentamento à pandemia do Coronavírus. Ele foi delatado pelo ex-secretário estadual de saúde Edmar Santos, que também fez acusações contra o Pastor Everaldo Pereira, a quem chamou de ”chefe da saúde” no RJ. Este, inclusive, foi preso nesta manhã.

Com o afastamento de Witzel, quem assume interinamente o comando do Poder Executivo do RJ é o vice-governador Cláudio Castro, que, por sua vez, também foi alvo de busca e apreensão na mesma operação que afastou Witzel e prendeu o Pastor Everaldo.



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