Foto: Reprodução

Nesta quinta-feira (07/10), foi realizada a primeira audiência sobre o assassinato do menino Henry Borel. Última a ser ouvida, a babá do menino, Thayná Oliveira Ferreira, mudou novamente o depoimento. Dessa vez, disse que nunca viu o menino ser agredido. As informações são do portal de notícias “G1”.

Thayná disse que se sentiu manipulada por Monique. Antes de começar a falar na audiência presidida pela juíza Elizabeth Machado Louro, a babá pediu para Monique sair da sala.

Segundo o depoimento da babá, tudo pode ter sido imaginação da sua cabeça: “No meu entendimento era a Monique que me fazia acreditar em muita coisa e por isso a minha cabeça estava transtornada e eu começava a imaginar um monstro, mas ali no quarto poderia não estar acontecendo nada e eu estava imaginando um monte de coisa”.

Thayná ainda disse nunca ter visto Henry ser agredido: “Me senti usada em que sentido? No sentido de que ela vinha, contava, tentava me mostrar o monstro do Jairinho e eu ficava com todas as coisas ruins na minha cabeça. Era tudo suposição da minha cabeça. Eu nunca vi nenhum ato“.

O ex-vereador Jairinho e a mãe de Henry, Monique Medeiros, são acusados da morte do menino. Ao todo, 10 pessoas foram ouvidas, inclusive o pai do Henry, Leniel Borel. As próximas audiências do caso estão marcadas para os dias 14 e 15 de dezembro.

Outras versões de Thayná

Em seu primeiro depoimento, em março, a babá afirmou que nunca tinha percebido nada de anormal na relação do casal com o menino. Já em abril, Thayná mudou sua versão e disse que Monique sabia que o filho era agredido pelo padrasto, Jairinho, e que a mãe da criança pediu que ela mentisse à polícia. Na época, a babá disse que soube de três momentos diferentes em que Henry foi agredido.

Depoimento do pai de Henry

O pai de Henry, Leniel Borel, também prestou depoimento. Ele contou que dias antes de morrer, Henry começou a dar indícios de que não queria voltar ao convívio de Monique e Jairinho.

Ele se agarrava ao travesseiro pra não ir embora com ela. Ela começou a me ligar pra pedir ajuda, porque nos fins de semana, ele não queria voltar pra casa, eu conversei com ele. Eu fui falar pro Henry que a mãe tava lá embaixo e ele se agarrou no travesseiro falando ‘Não, papai, não quero ir’. Quando ele viu a Monique, começou a chorar. A avó, dona Rosangela, conversou, chamou ele pra ir na praia. Ela desceu com ele pra praia, e depois foram embora“, conta.

Ele citou outro caso semelhante: “No sábado dia 6, eu peguei meu filho na casa do Jairinho, Quando eu peguei ele, ele me disse: papai, eu não quero mais voltar para a casa da minha mãe, não quero. Mas ele não dizia o porquê. Eu liguei pra Monique, ela disse que não tinha nada acontecendo e eu disse: ‘Monique, e se tiver alguma coisa acontecendo?’. Ela disse: ‘Eu mato o Jairo, Leniel!’“.

Leniel se emocionou em especial ao falar dos últimos momentos com o filho: “quando eu fui falar com ele que no dia seguinte tinha escola, ele me pediu pra não ir, que por favor não, que no dia seguinte ele iria, e aí eu falei que a gente podia ir pra casa da avó, só que eu já tinha combinado com a Monique. Quando no caminho ele percebeu que estava indo ao encontro da mãe, ele começou a chorar muito e vomitar. Eu falei ‘vai filho, a mamãe é boa’. E ele disse ‘a mamãe não é mamãe boa’. E eu perguntei o que estava acontecendo e ela diz que é uma questão da casa, e pergunta pro Henry se ele quer ajudar a mamãe a achar outra casa. Ele foi, chorando muito. Foi a última vez que vi meu filho”.

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