Nenhuma família sem casa, nenhum camponês sem terra, nenhum trabalhador sem direitos”. A citação à frase do Papa Francisco deu início ao Debate Público realizado pela Câmara Municipal do Rio de forma virtual nesta sexta-feira (30), sobre o atual estado de empobrecimento da cidade. No encontro, representantes do Legislativo, da Arquidiocese do Rio de Janeiro e do Poder Executivo estiveram reunidos para tratar de temas como a precarização do trabalho, os desafios do comércio ambulante, o aumento do número de pessoas em situação de rua, a falta de moradia e a violência urbana.

Os problemas que retratam a crise econômica e social do país, agravadas pela pandemia de Covid-19, estão sendo levantadas pela 6ª Semana Social Brasileira, uma iniciativa da Igreja Católica, junto à sociedade civil, que busca soluções para os problemas de acesso à moradia, ao trabalho e à agricultura familiar, num movimento chamado “Mutirão Pela Vida – por Terra, Teto e Trabalho”.

Dom Orani Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro, destacou os três aspectos que a Igreja Católica tem atuado no mutirão. “Além do aspecto social que agora é urgente, como a necessidade de doação de cestas básicas a quem tem fome, temos a questão da promoção social, de ajudar as pessoas a encontrar sua profissão e seu trabalho. Outra questão é a da transformação social. Esses são três aspectos que estão ligados à consequência do Evangelho“, explica.

O vereador Reimont (PT), que presidiu o debate, destacou a preocupação com a cidade, que nos últimos anos perdeu cerca de 800 mil empregos de carteira assinada e que concentra cerca de 80% ddas 745 mil pessoas que passaram para a situação de pobreza no estado do Rio de Janeiro. “A cidade é bastante afetada em suas vocações econômicas históricas, como o turismo, a cultura e entretenimento, a produção audiovisual e a indústria naval. Por isso precisamos de projetos de reconstrução social e econômica para resgatar o Rio de Janeiro”, acredita.

O vice-prefeito do Rio, Nilton Cadeira (PL), que é também o titular da Secretaria Municipal de Habitação, além dos representantes das pastas de de Assistência Social, de Trabalho e Renda, e de Meio Ambiente apresentaram algumas das medidas que já vêm sendo pensadas no combate à pobreza e à fome. Entre elas estão a distribuição de cestas básicas, as políticas públicas de garantia da segurança alimentar, a criação de hortas comunitárias e programas que estimulam a geração de emprego e renda e o acesso à moradia.

Encaminhamentos

Após a realização de debates nesta temática, a Arquidiocese pretende se reunir com cada uma das pastas municipais para avaliar as ações que já vêm sendo realizadas e em parceria com a Câmara do Rio, elaborar propostas mais concretas para o município.

Nosso trabalho é fazer com que a população entenda o quanto o Poder Legislativo caminha junto com Executivo e a sociedade civil para combater a pobreza no município do Rio”, destaca a vice-presidente da Câmara do Rio, vereadora Tânia Bastos (Republicanos).

Estiveram presentes ainda os vereadores João Mendes de Jesus (Republicanos), Welington Dias (PDT), Prof. Célio Lupparelli (DEM) e Thais Ferreira (PSOL).

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