A Eneva, empresa de energia que atua nos setores de geração, exploração e produção de petróleo e gás natural e comercialização de energia elétrica, deve comprar o projeto do Terminal Portuário de Macaé, é o que informa o Brazil Journal. O investimento é de R$ 1 bilhão e permitirá à companhia implementar seu plano de desenvolver térmicas na costa.

A Eneva é antiga MPX Energia, e pertencia ao infame Eike Batista. Mas em 2014 o controle passou para as mão do grupo alemão de energia E.ON, quando há a mudança de nome. Em 2016, a Eneva se junta com a Paranaíba Gás Natural, antiga OGX Maranhão, mas que já estava nas mãos do Fundo de Investimento Cambuhy, ligado a família Moreira Salles.

De acordo com Geraldo Samor, do Brazil Journal, o projeto está alinhado com a estratégia do CEO Pedro Zinner de desenvolver um hub de gás, composto de térmicas, infraestrutura associada e um terminal de regaseificação de GNL. Ele também lembra que os planos da empresa bem justamente quando o Brasil passa por uma crise hidríca aguda, precisando de usinas ‘térmicas na base’ — aquelas que estão disponíveis 24 horas por dia e conectadas por dutos aos navios que trazem o gás. Vale lembrar que a base energética do Brasil é hidrelétrica, e a crise hídrica é tão grave que pode deixar o Rio de Janeiro sem água.

Macaé, diz o Brazil Journal, está em localização estratégica, com acesso tanto ao gás do pré-sal (hoje o mais competitivo) quanto ao gás importado. E o terminal portuário da cidade terá um terminal de líquidos e apoio offshore e outro para movimentação de petróleo, com dois berços de atracação aptos a receber navios VLCC e movimentar de até 2 milhões de barris de petróleo por dia.

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