Foto: Maurício Porão/Prefeitura de Macaé

Dados do 27º Censo do Módulo Criança e Adolescente, feito pelo Ministério Público do Rio, mostraram um aumento na entrega voluntária de crianças em abrigos no estado do Rio. Segundo a pesquisa, foram 126% a mais que no ano passado.

A pesquisa também aponta um aumento de mais de 44% no número de crianças ou adolescentes entregues porque o responsável estava doente ou teve que cuidar de algum parente doente durante a pandemia.

Apesar do aumento nos casos de entrega voluntária, o principal motivo de acolhimento no Rio de Janeiro segue sendo negligência, que corresponde a 36,95% dos casos. Em seguida, os casos de menores abandonados pelos responsáveis, que são 9,03% dos casos, e as crianças e adolescentes em situação de rua, que representam 7,36% dos casos.

O levantamento mostra ainda que crianças e adolescentes entre 7 e 18 anos são a maioria dos acolhidos, representando 68% do total. O perfil racial mostra que 79,51% são negros.

Além disso, dos 1.318 acolhidos, apenas 12% estão aptos para adoção e, do total, metade não recebe visitas de qualquer parente.

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